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lupapensecriandoPopper

Notícia veiculada na edição de hoje (11/07/2009) do jornal Folha de São Paulo relata que pesquisadores norte-americanos detidos por estarem coletando amostras de sedimentos juntamente com pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) tiveram seus passaportes retidos, e somente serão liberados após o julgamento do processo. Leia a íntegra da notícia, transcrita a seguir.

Abaixo-assinado pede liberação de cientistas americanos detidos, artigo de Rodrigo Vargas (da Agência Folha, em Cuiabá)

Um professor da Universidade do Arizona (EUA) fez circular na internet um abaixo-assinado em favor dos pesquisadores americanos Mark Andrew Tress, Kellu Michael Wendt e Michael Matthew McGlue, que foram presos em junho quando faziam extração de sedimentos minerais em lagoas no Pantanal de Mato Grosso do Sul. A manifestação foi organizada pelo geólogo Andrew Cohen, professor do departamento de geociências da instituição e orientador do grupo que veio ao Brasil para, em conjunto com pesquisadores ligados à UNESP, coletar sedimentos depositados no fundo de lagoas da região de Corumbá.

Os americanos não tinham a autorização específica para a pesquisa – portavam apenas visto de turista – e foram indiciados pelos crimes de usurpação ou exploração de matéria-prima pertencente à União e execução de pesquisa de recursos minerais sem autorização. Depois de nove dias de prisão, receberam liberdade provisória no dia 25 de junho, mas tiveram seus passaportes retidos – só serão liberados após o final do processo.

O abaixo-assinado diz ser “compreensível” o motivo de policiais “terem questionado a legalidade do trabalho”. Diz que o que houve foi “uma simples incompreensão dos pesquisadores a respeito das licenças requeridas”. “Os estudantes estavam trabalhando de boa fé e colaborando com cientistas brasileiros”, diz o texto. O coordenador da pesquisa no Brasil, o geólogo Mário Assine, da Unesp, reconheceu ter havido “falha” na regularização da atividade dos estrangeiros, mas se disse “preocupado” com as acusações imputadas aos três.

“Eles não estavam fazendo nada daquilo que consta no indiciamento. O único problema foi que deveriam ter solicitado uma autorização específica do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]. Como estavam com os brasileiros, que tinham todas as licenças, acreditaram que não haveria problema.”

Cohen diz que seus alunos conduziam na região um estudo sobre o material depositado no fundo das lagoas do bioma com um registro das alterações pelas quais passou a região nos últimos 30 mil anos. Nas amostras, estariam pistas sobre mudanças climáticas, grandes incêndios, períodos de inundações ou épocas de aridez semelhante à do Nordeste brasileiro.



Categorias:ciência, educação, informação

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