Além de sulfato, sais de ferro e de manganês podem ser utilizados por bactérias metanotróficas para a conversão de metano em CO2 e até em carbonato (CO32-) nos sedimentos oceânicos. Estes minerais podem estar envolvidos também no aparecimento de sistemas respiratórios celulares primitivos. Até pouco tempo atrás se acreditava que somente sulfatos (SO42-) participavam deste processo. Pesquisas recentes indicam que sais de manganês e de ferro podem participar de maneira efetiva e energeticamente mais favorável do mesmo processo.
Pesquisas desenvolvidas por Christopher H. House, da Pennsylvania State University, e Victoria J. Orphan, do Instituto de Tecnologia da California (CALTECH), testaram vários microrganismos marinhos anaeróbios para verificar se estes eram capazes de converter metano em dióxido de carbono na ausência de sulfato. Os autores verificaram que ocorreu oxidação do metano para formar CO2 na ausência de sulfato, mas na presença de ferro ou de manganês. Tais resultados fazem acreditar que estes metais apresentem um papel importante no ciclo do carbono terrestre. Adicionalmente, os autores verificaram que o CO2 pode continuar a reagir e formar sais de carbonato (CO32-), que precipitam e seqüestram carbono nos oceanos.
Como na Terra primitiva o oxigênio estava ausente na atmosfera, sulfatos também estavam essencialmente ausentes (pois sulfato é a forma mais oxidada de compostos de enxofre). Sendo assim, sais de ferro e de manganês devem ter exercido um papel crucial nos sistemas de conversão de metano em CO2 na Terra primitiva.
Tais resultados foram publicados no número de 10 de julho da revista Science. Veja aqui. A referência completa deste artigo é:
Emily J. Beal, Christopher H. House, Victoria J. Orphan – Manganese- and Iron-Dependent Marine Methane Oxidation, Science, Vol. 325. no. 5937, pp. 184 – 187.

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