Plasmodium resistente à artemisinina

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Plasmodium em hemácias

Parasitas do gênero Plasmodium causadores da malaria no Cambodja estão se tornando resistentes à artemisinina. Considerada como sendo o tratamento mais eficaz contra a malaria, a artemisinina é extraída do arbusto Artemisia annua, originária da China onde é conhecida por Qinghaosu. Redescoberta pelos chineses nos anos 70, a artemisinina se tornou o tratamento mais eficaz contra Plasmodium spp. resistentes ao tratamento com derivados da quinina, também de origem natural (da árvore Cinchona officinalis).

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Os estudos realizados por pesquisadores da Mahidol University, Bangkok, e da University of Oxford (Inglaterra) demonstraram que pacientes infectados com Plasmodium falciparum originários do Cambodja apresentaram volta dos sintomas da malária, e presença dos parasitas no sangue, após a primeira fase do tratamento com artesunato de sódio (derivado da artemisinina). Suspeita-se que o surgimento de linhagens de Falciparum resistentes seja decorrente de tratamentos feitos de forma incompleta, ou da aministração de doses medicamentosas abaixo do recomendado para o tratamento da malária.

A preocupação dos pesquisadores é que tais linhagens de Plasmodium não se propaguem para outras áreas, uma vez que, adquirindo resistência ao tratamento com artemisinina e derivados, não existem alternativas terapêuticas para o tratamento da malária.

O trabalho foi comunicado à revista The New England Journal of Medicine, e divulgado no Science Daily.



Categorias:ciência, informação, química

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