Uma série de 4 notícias divulgadas no jornal Estadão on-line (do grupo d’O Estado de São Paulo) ressalta a importância da preservação da biodiversidade marinha. Embora somente uma das quatro seja recente (de hoje, 18/08/2009), todas são atuais, exemplos da importância para a conservação do ambiente marinho.
EUA planejam proteção para corais gigantes de águas profundas – Uma área de 34.000 quilômetros quadrados, da Carolina do Norte até a Flórida, é apenas uma parte do recife.
EUA estabelecem maior área de conservação marinha do mundo – Proteção inclui as Fossas Marianas, que são o ponto mais profundo do oceano.
Recifes de coral podem desaparecer ainda neste século – Acúmulo de CO2 dissolvido nos mares torna a água mais ácida, o que prejudica a formação dos corais.
Expedição acha 300 novas espécies marinhas na Austrália – Cientistas usaram submarino-robô a profundidades de até 4 mil metros para realizar pesquisas.
Relacionadas a estas também outra, divulgada pelo ScienceDaily em 11/08, sobre a magnitude da ação destrutiva do homem sobre os oceanos.
A ação humana sobre o ambiente é muito mais visível nos biomas terrestres do que nos marinhos. Estes são a “parte escondida e esquecida” dos problemas ambientais, pois, devido à sua imensidão, os oceanos são considerados como uma grande lata de lixo. Ledo engano. Espécies de fitoplâncton e de cianobactérias marinhas são responsáveis por cerca de 90% da fotossíntese do planeta. A qualidade da biodiversidade marinha afeta diretamente diversas atividades humanas, de natureza econômica, social, de saúde e ambientais.
No Brasil, os problemas relacionados à ocupação costeira, superexploração dos recursos pesqueiros, degradação de mangues, realização de aterros e o descarte de materiais tóxicos não são novos. Durante muitos anos foram observados derramamentos de petróleo na região de São Sebastião (SP), que é porto de descarga de petroleiros. A baía de Guanabara e a baía de Todos os Santos são verdadeiros lixões. A ocupação de regiões costeiras de mata atlântica por condomínios de alto luxo, os quais, na grande maioria das vezes, não dispõem de rede de esgotos, é mais regra do que exceção no litoral norte do estado de São Paulo.
Enquanto muito se fala sobre a Amazônia Azul, nada se fala sobre projetos de conservação e proteção da costa brasileira em regiões diferentes de parques nacionais como Abrolhos, Fernando de Noronha, Alcatrazes, Ilha Anchieta, etc. Seria muito bom que projetos de conservação da costa do Brasil estivessem nas agendas dos governantes e de futuros candidatos a ocupar cargos políticos.
Categorias:ciência, educação, informação

Deixe um comentário