Agosto, 2009

Ao término deste mês de agosto, e para não “deixar para trás” informações que possam ser de interesse à comunidade dos visitantes deste blog, aproveito para incluir alguns “links” de notícias que me pareceram bastante interessantes, mas que não foram postadas e comentadas por absoluta falta de tempo.

Fármacos em desenvolvimento para o tratamento de tuberculose podem resultar em uma diminuição da doença – utilizando modelos matemáticos, estudos realizados por pesquisadores norte-americanos liderados por Elizabeth “Betz” Halloran (membro da Divisão de Ciências de Saúde Pública do Cnetro Hutchinson, Universidade de Washington) e Laith Abu-Raddad (professor assistente,do Weill Cornell Medical College, Quatar, África) indicaram que a aplicação de formas conjuntas de novos tratamentos em pacientes de países sub-desenvolvidos (Bangladesh, Butão, Coréia do Sul, India, Indonesia, Maldivas, Myanmar, Nepal, Sri Lanka, Tailândia e Timor-Leste) levou a uma significativa redução da ocorrência de tuberculose. Leia mais, aqui.

Tuberculose

Microrganismos marinhos são considerados fontes de novas enzimas para o desenvolvimento e produção de bioprodutos – Pesquisadores da Universidade Heriot-Watt University e do  Plymouth Marine Laboratory em colaboração com a empresa Ingenza Ltd. de Endimburgo (Reino Unido) buscam novas enzimas para serem utilizadas como ferramentas bioquímicas no desenvolvimento de fármacos e agroquímicos, utilizando microrganismos marinhos como fonte. Veja aqui.

Consumo de café pode aumentar ou diminuir a incidência de dores de cabeça – estudo realizado por pesquisadores do Norwegian University of Science and Technology mostrou que pessoas que consomem mais cafeína todos os dias são mais propensas a terem dores de cabeça do que aquelas que consomem menos. Paradoxalmente, pessoas que consomem muito pouca cafeína tendem a sofrer de dores de cabeça crônicas e de enxaqueca mais frequentemente. Vai entender. Veja aqui.

Besouros produzem substâncias com aroma de limão ou de laranja para utilizar como repelentes – besouros de diferentes espécies utilizam limoneno para se defender. A espécie de besouro Ardistomis schaumii utiliza (R)-(+)-limoneno, com odor de laranja, enquanto  a espécie Semiardistomis puncticollis utiliza (S)-(−)-limoneno, com odor de limão. O limoneno já é utilizado comercialmente como repelente de insetos e de animais, mas não era conhecido como sendo um repelente produzido por insetos para repelir outros insetos. Veja aqui.

besouro

Açúcar na sua forma mais comum, glicose, alimenta células cancerígenas – tal fato foi relatado por pesquisadores da University of Utah (EUA), que detectaram que células tumorais apresentam um consumo de glicose muitas vezes superior que o de células normais. Veja aqui.

Insetos produzem feromônios não somente para atrair mas também para repelir parceiros – estudos de pesquisadores da Harvard Medical School observaram o comportamento de moscas Drosophila após a cópula. Tais moscas liberam substâncias que afastam o macho, e estas substâncias parecem ter um efeito muito mais duradouro do que os feromônios de atração sexual. Veja aqui.

Fungos de liquens são domesticadores de cianobactérias – Líquens são organismos vivos que resultam de uma associação de simbiose entre um fungo e uma cianobactéria. Cianobactérias realizam fotossíntese, ou seja, capturam CO2 e o convertem em açúcar, que é utilizado pelo fungo para se manter. Até pouco tempo atrás se acreditava que só existiam quatro espécies de cianobactérias associadas a líquens, sendo a do gênero Scytonema a mais comum. Porém, Robert Lücking (The Field Museum, Chicago) e Dr. James Lawrey (George Mason University, Virginia) verificaram que cianobactérias do gênero Scytonema são, na verdade, mais diversificadas. Existem outras espécies de cianobactérias associadas a fungos que dão origem a liquens. Veja aqui.

liquen

Praga vegetal pode ser suplemento nutricional – o kudzu, considerada uma praga nos EUA que ocupa mais de 10 milhões de acres, é rico em isoflavonas e pode ser um bom suplemento nutricional para doentes de síndrome metabólica, uma doença que atinge mais de 50 milhões de pessoas nos EUA. Veja aqui.

Como descobrir novos antibióticos ? – Pesquisadores do Burnham Institute for Medical Research (Burnham), University of Texas Southwestern Medical Center e da University of Maryland verificaram que uma enzima que é absolutamente essencial para o metabolismo de bactérias, mas não em humanos, pode ser inibida de maneira seletiva. A nicotinato mononucleotídeo adenililtransferase (NadD) bacteriana apresenta várias funções essenciais. Todavia, a enzima bacteriana é muito diferente da humana, e, assim, pode ser seletivamente inibida para a eliminação de bactérias. Tal descoberta abre caminhos para o desenvolvimento de novos antibióticos, inclusive contra bactérias resistentes. Veja aqui.



Categorias:ciência, educação, informação, química

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