O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou os resultados do novo censo de grupos de pesquisa do país. Responderam ao levantamento 422 instituições, registrando 22.797 grupos de pesquisa compostos por mais de 104 mil pesquisadores, sendo 66.785 doutores. O censo anterior, divulgado em 2007, contabilizava 403 instituições, 21 mil grupos e 90.320 pesquisadores, dos quais 57,5 mil tinham doutorado. Foram registradas 86.075 linhas de pesquisa, 10 mil a mais que em 2006, com destaque para as áreas de medicina, educação e agronomia. Dos pesquisadores cadastrados em 2008, 49% são mulheres e 51% homens. Quando a liderança dos grupos é analisada, a participação feminina cai para 45%. Se o critério comparativo for por não líderes, o percentual de mulheres supera o de homens. Mas os números indicam uma evolução da presença feminina na comunidade científica. Em 1993, de cada 100 pesquisadores, apenas 39 eram mulheres.
fonte: revista PESQUISA FAPESP
comentário do autor deste blog: O número de pesquisadores parece alto, 104 mil e tantos. Mas será alto mesmo? Considerando-se que o número de doutores formados no Brasil deve estar próximo de 11 mil, estes correspondem a cerca de 10% do total de pesquisadores. Tanto o número total de pesquisadores como o número total de doutores ainda é pequeno, considerando-se uma população de cerca de 200 milhões de brasileiros. 100 mil pesquisadores ainda é pouco para um país das dimensões geográficas, sociais e econômicas que é o Brasil.
Bacana mesmo é a distribuição percentual de pesquisadores e pesquisadoras. Este é um dado muito importante, e mostra que o preconceito sexista relacionado à pesquisa no Brasil é pequeno. Pode-se afirmar que tal não é o caso na grande maioria dos países desenvolvidos. Esté é um ponto extremamente positivo, e mostra a importância das mulheres para a pesquisa no Brasil, que só vêm crescendo.
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