Aspirina e a gripe espanhola

A gripe de 1918 (conhecida por Gripe Espanhola) foi uma pandemia do vírus influenza que se espalhou por quase todo mundo. Foi causada por uma virulência incomum e cepa mortal do vírus Influenza A do subtipo H1N1. Doses elevadas de aspirina, utilizada para o tratamento dos doentes da gripe espanhola, provocaram efeitos tóxicos que agravaram os sintomas e a severidade da gripe, aumentando a incidência de infecções bacterianas por fragilizar o sistema imunológico e incrementou o número de mortes. Documentos de autópsias realizadas à época reportam o que se conhece hoje pelos efeitos de toxicidade provocados pelo uso de ácido acetilsalicílico. Quando da ocorrência da gripe espanhola (1918-1919), os médicos ainda não conheciam o comportamento farmacológico da aspirina, a qual foi amplamente utilizada para “tratar” os sintomas da gripe. O uso de aspirina foi muito promovido pela indústria farmacêutica e apoiada pela sociedade médica de então, que não dispunha de muitos recursos.

Veja o artigo de K. M Starko, “Salicylates and Pandemic Influenza Mortality, 1918–1919 Pharmacology, Pathology, and Historic Evidence”, publicado on-line na revista Clinical Infectious Diseases, aqui.

AAS



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