RMN in vivo

Artigo por pesquisadores franceses relata o uso de RMN utilizando a técnica de giro de ângulo mágico (magic-angle spinning) para avaliar o perfil metabólico de um pequeno crustáceo, Daphnia magna (Brachiopoda), vivo. Os autores otimizaram as condições de análise de maneira a manter o animal vivo e em condições de reprodução, no interior do tubo de RMN. Para tanto, utilizaram um sedativo, velocidade de rotação do tubo de RMN de 2000 Hz (ou menos) e tempo de aquisição de 15 minutos. Após a otimização, os autores conseguiram avaliar a presença de ésteres do glicerol de ácidos graxos, além de sinais minoritários atribuídos a aminoácidos, carboidratos e outros compostos minoritários. A análise mostrou ser útil para monitorar o ciclo de vida do crustáceo, que é considerado como um bioindicador. Além disso, após 7 dias no tubo de RMN (!!), o animal produziu ovos que também puderam ser analisados. Detalhe: a freqüência de 1H utilizada foi de 400,13 MHz. Segundo os autores, o primeiro uso de RMN in vivo data de 2007, e foi realizado com a mosca de frutas, Drosophila melanogaster.

RMN-Daphnia magna

O artigo “In vivo proton HR-MAS NMR metabolic profile of the freshwater cladoceran Daphnia magna”, publicado por A. Bunescu, J. Garric, B. Vollat, E. Canet-Soulas, D. Graveron-Demilly e F. Fauvelle na revista Molecular BioSystems, pode ser “baixado” de graça, aqui.



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2 respostas

  1. Avatar de Celira Caparica Santos

    Fantástico.

  2. Oi, Celirinha.
    Amei esta informação.
    Vc é maravilhosa.
    Super bj
    Mi

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