Estudo recente demonstrou que uma bactéria presente na pele de salamandras as protege, bem como a outros anfíbios, de infecções fúngicas. O fungo causador de doenças de anfíbios, Batrachochytrium dendrobatidis, causa uma doença de pele fatal para estes animais. Todavia, algumas espécies são imunes à infecção por B. dendrobatidis. A proteção pode estar associada à presença de fatores de imunidade, peptídeos (pequenas proteínas) antimicrobianas, à presença de outros microrganismos protetores, além do comportamento dos animais. No caso da presença de microrganismos protetores, estes estabelecem com os anfíbios uma relação de mutualismo, ou seja, que ambos anfíbio e microrganismo são beneficiados pela relação de associação.
Uma das bactérias protetoras de anfíbios, Janthinobacterium lividum, produz a substância violaceína, que apresenta atividade antifúngica contra B. dendrobatidis. A mesma substância, violaceína, foi encontrada em três de sete salamandras selvagens encontradas pelos pesquisadores que realizaram o estudo. A concentração de violaceína na pele das salamandras, cerca de 18 μM, foi suficiente para inibir completamente o desenvolvimento do fungo B. dendrobatidis, e prevenir completamente a morbidade e mortalidade de anfíbios causada pelo fungo.
O estudo completo realizado por Matthew H. Becker, Robert M. Brucker, Christian R. Schwantes, Reid N. Harris, e Kevin P. C. Minbiole, “The Bacterially Produced Metabolite Violacein Is Associated with Survival of Amphibians Infected with a Lethal Fungus”, foi publicado na revista Applied and Environmental Microbiology, 2009, volume 75, p. 6635-6638.
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