Dois artigos recentes, revisões bibliográficas, discutem a importância em melhor se entender o mecanismo de ação anti-malárica da artemisinina e seus derivados, atualmente amplamente utilizados no tratamento da malária. Embora esta doença tenha sido erradicada em taxas de até 50% em 1/3 dos países em que é prevalente, sua completa eliminação ainda é muito difícil por afetar populações de países de extrema pobreza. Nestes locais, prevenção e profilaxia são termos praticamente inexistentes.
Os derivados da artemisinina – descoberta em 1976, na China, a partir do arbusto Artemisia annua – são atualmente o principal tratamento da malária. Mesmo apresentando efeito neurotóxico, os derivados da artemisinina promovem uma rápida redução dos parasitas Plasmodium spp. na corrente sangüínea, e reduzem consideravelmente o nível da infecção. Alguns destes derivados apresentam ainda efeito citotóxico, e, portanto, podem ter utilidade no tratamento de determinadas formas de câncer.
Os dois artigos discutem em detalhes os avanços para melhor se entender o mecanismo de ação anti-malárica da artemisinina.
Li, J., & Zhou, B. (2010). Biological Actions of Artemisinin: Insights from Medicinal Chemistry Studies Molecules, 15 (3), 1378-1397 DOI: 10.3390/molecules15031378
O’Neill, P. M., Barton, V. E. and Ward, S. A. (2010). The Molecular Mechanism of Action of Artemisinin—The Debate Continues Molecules, 15 (3), 1705-1721 : 10.3390/molecules15031705
Categorias:ciência, educação, informação, química

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