Em 2005, um estudo realizado nos EUA mostrou que bebês recém-nascidos apresentavam, em media, 200 substâncias químicas em seu sangue: pesticidas, dioxinas, substâncias químicas industriais e retardantes de chamas. Já um estudo realizado na Suécia identificou 57 substâncias químicas em rios e nascentes, a maioria em ocorrência simultânea. Porém, o problema é que os efeitos destas substâncias são avaliados caso a caso – ou seja, cada substância em separado.
Recentemente observou-se que este tipo de análise não reflete a realidade, pois, em conjunto, o efeito tóxico de poluentes químicos é muito mais nocivo. Ministros do Meio Ambiente dos países da União Europeia solicitaram análises detalhadas do efeito de misturas destas substâncias, para que possam elaborar normas regulatórias para controlar a presença destas substâncias no ambiente.
O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Gothenburg e da Universidade de Londres. Os dados indicaram que a toxidez das misturas analisadas é significativamente maior do que quando as substâncias são avaliadas em separado.
Considerando-se o número de combinações possíveis destas substâncias, que podem formar diferentes tipos de misturas, foram necessários estudos de simulações preditivas. Desta forma, será possível se estabelecer normas regulatórias para controlar a presença de contaminantes químicos no ambiente.
Uma notícia como esta não é, realmente, muito boa. Veja mais detalhes do estudo realizado na Europa, aqui.
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