Bornéu é uma ilha situada no sudeste asiático que inclui 3 países: Brunei, Malásia e Indonésia. A ilha foi visitada por Charles Darwin, durante sua viagem de 5 anos no Beagle em volta do mundo, e também por Alfred Wallace, coletor profissional de amostras biológicas e também proponente da Teoria da Evolução juntamente com Darwin.
Segundo reportagens publicadas nos jornais Folha de S. Paulo on-line e O Estado de S. Paulo on-line, 123 novas espécies biológicas foram recentemente descobertas na ilha de Bornéu, como um sapo voador e um bicho-pau de mais de 30 cm. de comprimento.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo e a BBC Brasil
WWF encontra mais de cem novas espécies em Bornéu
Uma lesma que dispara “dardos de amor” no acasalamento, um sapo sem pulmões e o inseto mais comprido do mundo estão entre as novas espécies de animais descobertas pelo grupo ambientalista WWF na ilha de Bornéu. Em relatório divulgado na quarta-feira, a ONG revela que o projeto conservacionista batizado como “Coração de Bornéu”, lançado em 2007, encontrou 123 novas espécies no território nestes três anos.
Segundo Adam Tomasek, chefe da iniciativa, apesar de ser visitada por cientistas há séculos, a ilha ainda tem áreas em seu interior que nunca foram exploradas. De acordo com a WWF, este Coração de Bornéu é uma “ilha dentro da ilha”, abrigando dez espécies de primatas, mais de 350 diferentes aves, 150 espécies de anfíbios e répteis, e 10 mil de plantas – todos sem igual no mundo.
Em acordo firmado em 2007, os governos dos três países [Malásia, Indonésia e Brunei] se comprometeram em aumentar as áreas de reservas ambientais, em desenvolver o ecoturismo e apoiar a administração de recursos sustentáveis da ilha.
Segundo o jornal Folha de São Paulo on-line
Maior inseto do mundo está entre novas espécies descobertas na ilha de Bornéu
A ONG WWF listou as novas descobertas em uma área remota de floresta tropical densa entre a Malásia, a Indonésia e o Brunei, países que dividem a ilha asiática. O local é conhecido como “Coração de Bornéu”, uma área de conservação de 220 mil quilômetros quadrados criada pelos três governos em 2007. “Temos encontrado em média três espécies novas por mês e 123 nos últimos três anos, com pelo menos 600 novas espécies descobertas nos últimos 15 anos”, disse Adam Tomasek, chefe do WWF na região.
O Coração de Bornéu é lar de dez espécies de primata, mais de 350 de ave, 150 de répteis e anfíbios e cerca de 10 mil plantas que não ocorrem em nenhum outro lugar do planeta, afirmou o relatório.
Entre as novas espécies está uma rã de 7 cm chamada Barborula kalimantanensis, descoberta em 2008, que respira apenas pela pele. Também foi encontrado um bicho-pau de 36 cm de comprimento, o Phobaeticus chani, e uma lesma que usa agulhas de carbonato de cálcio para injetar um hormônio no parceiro e aumentar as chances de reprodução.
As florestas de Bornéu estão ameaçadas principalmente pela mineração e pelas plantações de dendê. A Indonésia e a Malásia respondem por 85% da produção global dessa palmeira, que tem uma série de usos industriais e alimentícios. No caminho dessa indústria estão espécies ameaçadas como o orangotango e o rinoceronte de Sumatra. A subespécie deste animal que ocorre em Bornéu é a mais rara de todos os rinocerontes — só restam 30 indivíduos na natureza.
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