Notícia surpreendente publicada hoje no jornal O Estado de S. Paulo on-line:
Enade poderá ser usado para bolsa na pós-graduação
Os estudantes que obtiveram, em 2007 e 2008, as melhores notas no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) podem conseguir bolsas de estudos em cursos de pós-graduação stricto sensu – mestrados e doutorados. A portaria normativa foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União.
A iniciativa possibilita ao aluno se beneficiar do resultado do exame. Como o desempenho no Enade não consta no histórico escolar, muitos universitários entregavam a prova em branco. O Enade (antigo provão) é usado no sistema de avaliação de qualidade das instituições de ensino superior do Ministério da Educação.
Os estudantes têm o prazo de um ano para ingressar em programas de pós-graduação oferecidos por essas instituições e reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e devem participar de processo seletivo nas instituições de educação superior. Depois de aprovados, os candidatos às bolsas terão de apresentar cópia do boletim de desempenho do estudante, emitido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
As instituições responsáveis pelos cursos encaminharão o pedido de bolsas ao Inep e à Capes, órgãos ligados ao MEC. A decisão abrange também estudantes já matriculados em cursos de pós-graduação. As bolsas terão duração máxima de 24 meses para os cursos de mestrado e de 48 meses para os de doutorado.
Este ano a prova vai avaliar 450 mil estudantes. O exame ocorre no dia 7 de novembro.
De certa forma, tal medida deverá “estimular” estudantes de universidades não-participantes do ENADE a pressionar as mesmas a participar do exame. Afinal, pode-se pensar que a prova do ENADE pode ser mais fácil do que vários exames de pós-graduação de diferentes Instituições de Ensino Superior. Tais exames são não somente a porta de entrada para a pós-graduação: muitos também são classificatórios para a concessão de bolsas de mestrado do CNPq e da CAPES.
Assim, pode-se ter a seguinte situação: um aluno que passe pelo exame de ingresso, mas fique muito mal classificado para conseguir a bolsa por este exame, mas que tenha conseguido a bolsa através do ENADE, enquanto que um aluno melhor colocado no exame de ingresso pode não ter sido tão bem colocado, e ter ficado sem bolsa, tanto do programa de pós-graduação como do ENADE.
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