Mudanças

Caro leitor, você percebeu que a diagramação do blog mudou. Existe uma razão para isso, e em breve explicarei por que. O modelo novo deste blog (o sistema wordpress tem vários modelos) é chamado Inuit Type pelo seu criador, Željan Topić. Inuit é o nome de um dos três povos aborígenes do Canadá. Não são os esquimós que vivem no Alasca, mas são fisicamente muito parecidos.

Os Inuit habitam vastas áreas nos Territórios do Noroeste, na costa norte de Labrador e em aproximadamente 25% do norte de Québec. Cerca de 55.700 Inuit vivem em 53 comunidades em todo o norte canadense.

As origens dos Inuit no Canadá datam de pelo menos 4.000 anos atrás. Sua cultura é enraizada na natureza, e são profundos conhecedores do clima, das paisagens terrestres e do mar que os cercam. Os Inuit desenvolveram uma cultura adaptada a um dos ambientes mais inóspitos da Terra: o Círculo Polar Nórdico. Os Inuit tratam com o mesmo respeito os seres humanos e a natureza, e utilizam muito bem os recursos da terra e do mar, de forma a preservá-los para as suas gerações futuras. Para os Inuit de Labrador, por exemplo, é proibido matar qualquer animal em sua época de reprodução.

Os conhecimentos tradicionais dos Inuit são transmitidos através das gerações, sendo que a família é o centro desta cultura. A cooperação e o compartilhamento são princípios básicos na sociedade Inuit. A sua língua, o inuktitut, ainda é falada em todas as comunidades Inuit, e faz parte do currículo escolar. Muitas comunidades Inuit continuam a praticar danças e canções tradicionais, que incluem dança de tambores e canto gutural (tradicionalmente executado por mulheres Inuit). A tradição oral e a narração de estórias ainda permanecem bem vivas na cultura Inuit, com lendas passadas entre as gerações ao longo dos séculos. Tais estórias freqüentemente falam de espíritos que habitam a terra e o mar, e têm sido uma contínua fonte de inspiração para artistas Inuit, cujas gravuras e esculturas são apreciadas por colecionadores e galerias de arte em todo o mundo.

Devido ao inverno rigoroso do pólo norte, que chega a durar 9 meses, o povo Inuit desenvolveu habilidades artísticas únicas, e seu artesanato é muito apreciado. Trabalham com ossos e com o chifre da baleia Narval. Esta baleia é uma das principais fontes de alimento dos Inuit, que conseguem manter a população destes animais estável. O povo Inuit faz esculturas muito bonitas sobre os ossos e o chifre da baleia. São peças simples e muito expressivas.

Acredito que tenha sido a partir do estilo de vida minimalista e das obras de arte simples dos Inuit que Željan Topić tenha escolhido o nome deste modelo que desenvolveu para blogs.

Fonte de informações deste texto.



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1 resposta

  1. Oi, Roberto!

    Eu não poderia deixar de comentar aqui, ainda que com certo atraso, que gostei muito do novo layout desse ótimo blog! Mesmo antes de ler seu texto sobre a cultura Inuit, inspiradora desse design, percebi o despojamento do novo visual – simples e bonito, como a vida deveria ser.

    Vai na contramão dos excessos da contemporaneidade, da cultura do over e da ostentação. Básico e clean – e acredito que em blogs essas características são necessárias, pois a quantidade de informação tende a ser vertiginosa. Esse design foca o essencial, portanto: os textos, não desviando a atenção do leitor para elementos irrelevantes, de fins meramentes ornamentais. Parabéns!

    E obrigada pelas informações sobre o povo Inuit! Que grande lição de vida temos a aprender com eles! Lembrei-me da linda abertura dos Jogos Olímpicos de inverno desse ano, no Canadá, que proporcionou um espetáculo ímpar com um desfile dos diferentes povos indígenas do país, muito original.

    Lembrei-me também do filme “Dança com Lobos”, e mais, de um livro que li quando ainda adolescente: “Enterrem meu coração na curva do rio”, de Dee Brown. Sem esquecer de histórias em filmes e livros variados sobre os indígenas da América Latina – nossos índios inclusos. E fico pensando se a nossa civilização realmente pode se arrogar superior a eles.

    Ética e moralmente, em especial em relação ao respeito ao outro e à natureza, creio que não.

    Tudo de bom! 🙂

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