Fungo contra terroristas

Notícia divulgada hoje no jornal O Estado de S. Paulo on-line conta que um fungo (não identificado) está infestando plantações de papoula no Afeganistão. Tal infestação já teria atacado metade das plantações de papoula daquele país, que é utilizada para a produção de ópio e heroína. Com isso, a produção de ópio do Afeganistão poderá diminuir em 25% com relação a 2009. Grupos insurgentes, como o Taleban, dependem da produção de papoula e fabricação de ópio para o sustento de suas atividades, que podem ficar comprometidas. Os agricultores suspeitam da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que poderia ter financiado a aplicação do fungo fitopatogênico sobre as plantações de papoula. No entanto, o diretor do escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime, Antônio Maria Costa, nega que tal hipótese seja verdadeira. “Não vejo motivos para se acreditar em algo deste tipo. As plantas de ópio são afetadas no Afeganistão em uma base periódica”, disse Costa à BBC. Para Costa, a queda na produção pode levar agricultores a se insurgir e tal atitude teria um efeito contrário ao desejado pela OTAN. “Não vejo razões para a coalizão agir de uma forma que seria tão impopular e traiçoeira para a condução do conflito”, disse. Leia a reportagem aqui.

Todavia, a hipótese dos agricultores de papoula no Afeganistão não é tão fora de propósito assim. Reportagem publicada na página da BBC em 1º de outubro de 2000 conta que países ocidentais estariam financiando pesquisas para desenvolver um fungo que atacasse as plantações de fungo no Afeganistão. O problema seria a segurança para se desenvolver um agente patogênico deste tipo, bem como a legalidade da invasão do território afegão para promover tal infestação nas plantações de papoula.

Na época, a reportagem da BBC teve acesso aos laboratórios nos quais as pesquisas para desenvolver o fungo patogênico estariam sendo desenvolvidas. O Prof. Mike Greaves, da Universidade de Bristol (Reino Unido), teria afirmado que o desenvolvimento de uma tal linhagem seria totalmente seguro. Porém, é difícil de se prever o que aconteceria uma vez que uma espécie deste tipo fosse introduzida na natureza. A espécie fúngica poderia sofrer mutações e afetar outras culturas vegetais e até mesmo se tornar patogênica para humanos. Veja a reportagem da BBC, aqui.

Que história. Parece filme de ficção científica.



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2 respostas

  1. será q eles conseguem um fungo desse pra destruir mau carater e politico corrupto? se atingisse alguns bons, ainda dava lucro =[

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