Pesquisadores da Universidade de Bristol (Inglaterra) e da Universidade de Liège (Bélgica) descobriram uma proteína do veneno de abelhas que pode servir para o desenvolvimento de medicamentos contra a distrofia muscular, depressão e demência. A proteína foi chamada de apamina, e foi isolada do veneno de abelhas. Esta proteína atua bloqueando um tipo de canal iônico que permite o fluxo rápido e seletivo de íons potássio (K+) através das membranas de nervos. O bloqueio destes canais no cérebro faz com que os nervos se tornem super-excitáveis, promovendo melhoria na aprendizagem, que influencia no tratamento da demência e da depressão. Além disso, os estudos demonstraram que a apamina diminui os sintomas observados em doentes com distrofia muscular miotônica (veja aqui o que é esta doença).
Os pesquisadores utilizaram modelagens moleculares e abordagens genéticas para entender como a apamina bloqueia estes canais de potássio. As proteínas atuam como se fossem “fechadoras” destes canais de potássio, mas não diretamente sobre estes, e sim “à distância”, fazendo com que estes canais se fechem. O funcionamento da apamina deverá estimular a busca de derivados sintéticos que possam mimetizar a ação desta proteína, causando efeitos similares, para que eventualmente possam ser desenvolvidos medicamentos para doenças cujos sintomas possam ser diminuídos pela ação destas substâncias.
Categorias:química
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