Notícias dos oceanos

Várias notícias dos mares e oceanos foram recentemente divulgadas. Segundo reportagem de 14/7/2010 do jornal O Estado de S. Paulo on-line,

Manguezais do mundo retrocedem a taxa alarmante, indica estudo

Os manguezais da Terra estão sendo destruídos até quatro vezes mais rápido do que as outras florestas, causando milhões de dólares em prejuízo em áreas de pescaria e proteção contra enchentes, informou um relatório na quarta-feira. O estudo encomendado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pelo The Nature Conservancy indicou que um quinto dos manguezais foi destruído desde 1980 e eles continuam a ser destruídos a uma taxa de cerca de 0,7 por cento por ano por atividades tais como a construção civil e a criação de camarões.

O relatório do “Atlas Mundial de Manguezais” observou que os manguezais fornecem um enorme conjunto de serviços econômicos, agindo como berçários de peixes, armazenando carbono e proporcionando defesas poderosas contra enchentes e ciclones numa época de elevação do nível dos oceanos. As árvores e arbustos, que crescem em habitats costeiros, também fornecem madeira resistente.

“Dado o valor deles, não pode haver justificativa para mais perda de manguezais”, disse Emmanuel Ze Meka, diretor executivo da Organização Internacional de Madeiras Tropicais, que ajudou a financiar o relatório.

O relatório citou evidências de que os manguezais reduziram o impacto do tsunami no Oceano Índico de 2004 em alguns locais.

O documento pede mais ação dos países – em especial aqueles com os maiores manguezais, como Brasil, Indonésia e Austrália – para deter a retração dos estimados 150 mil quilômetros quadrados de cobertura de manguezal em todo o mundo. “Os maiores impulsionadores para a perda dos manguezais são a conversão direta aos usos da terra para aquacultura, agricultura e urbano. As zonas costeiras normalmente são densamente povoadas e a pressão para uso da terra é intensa.”

O texto citou a Malásia como o país que usa manguezais de propriedade do Estado para controlá-los melhor e evitar o seu declínio.

Segundo notícia publicada no jornal Folha de S. Paulo on-line em 18/07/2010,

Apenas 1,5% da área marinha brasileira é protegida por unidades de conservação

A criação recente de duas novas unidades de conservação no Espírito Santo, em junho, aumentou a área marinha brasileira protegida. O país tem 4,5 milhões de quilômetros quadrados em território marinho — metade do território terrestre. As unidades de conservação, entretando, somam apenas 1,5% de toda essa área _ o Ministério do Meio Ambiente (MMA) acredita que um número mais adequado estaria próximo a 10%. Por isso, o MMA quer criar uma política nacional de conservação dos oceanos, que inclui criar novas unidades de conservação, como as capixabas recém-criadas na região costeira do Estado (a Área de Proteção Ambiental da Costa das Algas, com 114 mil hectares, e o Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz, com 17 mil hectares). No total, o Brasil tem 102 unidades de conservação (UCs) marinhas. Elas ajudam a preservar a biodiversidade marinha: perto da costa do país se alimentam baleias e golfinhos, por exemplo.

De acordo com notícia divulgada pela página da University of Melbourne em 21/7/2010

Estudo realizado por uma equipe internacional de pesquisadores da University of Melbourne (Austrália), da Norwegian University of Technology and Science (Noruega) e da University of Hamburg (Alemanha), relata propriedades do veneno de uma espécie de polvo da Antártica,  e também apresentou quatro novas espécies de polvos. Foram coletados 203 espécimens de polvos das águas da Antártica, os quais tiveram seu genoma analisado e seus venenos coletados para análises. Os pesquisadores revelaram que o veneno do polvo estudado pode servir para o desenvolvimento de um medicamento para atenuar a dor (um analgésico). O fato que levou os pesquisadores a realizar tal estudo é ter encontrado uma espécie de polvo venenosa em um local de temperaturas tão baixas que, normalmente, inativam proteínas, principais constituintes de muitos venenos conhecidos de animais (como serpentes, aranhas e abelhas, por exemplo). O polvo venenoso da Antártica adquiriu a capacidade de manter seu veneno ativo, mesmo a temperaturas muito baixas. Os pesquisadores já verificaram que o veneno do polvo encontrado apresenta uma grande variedade de toxinas nunca antes estudadas, que são peptídeos (pequenas proteínas). A investigação mais aprofundada destas substâncias pode, eventualmente, levar ao desenvolvimento de novos medicamentos para tratar a dor, alergias e até determinadas forma de câncer.



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