Artigo do Professor Jean-Paul Metzger, publicado na revista Natureza & Conservação, com o título “O Código Florestal tem base científica?”, foi disponibilizado para este blog. Leia a introdução do artigo a seguir.
Existem muitas dúvidas sobre qual foi o embasamento científico que permitiu definir os parâmetros e os critérios da lei 4.771/65 de 15 de Setembro de 1965, mais conhecida como Código Florestal. Dentre estas dúvidas, podemos incluir as bases teóricas que permitiram definir:
i) as larguras das Áreas de Preservação Permanente (APP);
ii) a extensão das Reservas Legais (RL) nos diferentes biomas brasileiros;
iii) a necessidade de se separar RL da APP, e de se manter RL com espécies nativas; e
iv) a possibilidade de se agrupar as RL de diferentes proprietários em fragmentos maiores.
Neste artigo, eu procuro analisar estas questões, tentando entender se os avanços da ciência nos últimos 45 anos permitem, ou não, sustentar o Código Florestal de 1965 e suas modificações ocorridas posteriormente. Esse trabalho não tem por objetivo fazer uma compilação completa de trabalhos científicos relacionados ao Código Florestal, objetivo esse que demandaria um tempo e esforço muito mais amplo. Dada a minha especialidade, eu vou me limitar à discussão dos quatro pontos acima, para os quais a ecologia tem importantes contribuições. Ademais, eu me ative a trabalhos feitos em ecossistemas brasileiros, para considerar a complexidade e as particularidades destes sistemas. Limitei também a busca a trabalhos com amplo respaldo internacional, dando assim preferência a artigos publicados em revistas científicas internacionais e/ou compilados pelos sistemas Scopus (http://www.scopus.com/) ou ISI Web of Knowledge (http://apps.isiknowledge. com/).
Leia o artigo do Prof. Metzger na íntegra, aqui.
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Acontece hoje (3/8/2010): Impactos potenciais das alterações no Código Florestal Brasileiro na biodiversidade e nos serviços ecossistêmicos
A FAPESP, no âmbito do programa BIOTA, realiza, no dia 3 de agosto de 2010, o evento “Impactos potenciais das alterações no Código Florestal Brasileiro na biodiversidade e nos serviços ecossistêmicos”.
Na ocasião, especialistas farão uma avaliação dos possíveis impactos em grupos taxonômicos específicos, como mamíferos, aves, herpetofauna, peixes e alguns grupos de invertebrados.
Também serão avaliados os impactos nas diferentes formações vegetais como Cerrado e Mata Atlântica e em alguns serviços ecossistêmicos como estabilidade de solos, manutenção de populações de polinizadores e recarga de aquífero.
O evento é eminentemente técnico e dirigido à comunidade científica.
http://www.fapesp.br/materia/5769