Notícia publicada no jornal O Estado de S. Paulo on-line apresenta início de discussões de um projeto de criação de uma megauniversidade no estado de Minas Gerais. Leia a notícia a seguir.
Reitores de sete federais de MG discutem ‘megauniversidade’ – Caso seja aprovado pelo MEC, consórcio reunirá 91 mil alunos de cursos de graduação e pós-graduação – Marcelo Portela
Reitores de sete universidades federais em Minas Gerais – de Alfenas (Unifal), Itajubá (Unifei), Lavras (Ufla), São João del-Rei (UFSJ), Ouro Preto (Ufop), Juiz de Fora (UFJF) e Viçosa(UFV) – se reúnem nesta terça-feira, 3, em Belo Horizonte, para discutir detalhes finais de um consórcio que unirá as instituições em uma espécie de megauniversidade.
Segundo o Ministério da Educação, não há impedimento legal para a iniciativa, mas o projeto que deve sair do encontro ainda terá que ser aprovado pelo ministro Fernando Haddad. Ele já se reuniu com os reitores no mês passado, em Brasília, e, de acordo com a assessoria do ministério, o ministro se interessou pela ideia, mas precisa analisar o projeto final, pois se trata de uma proposta inédita no País.
Caso o consórcio seja aprovado, a megauniversidade reunirá aproximadamente 91 mil alunos de cursos presenciais de graduação e pós-graduação que funcionam em 17 cidades do sul e sudeste de Minas, além cursos a distância em 55 municípios. Segundo o MEC, as instituições, juntas, oferecem 15,6 mil vagas a cada vestibular. A megauniversidade terá 260 cursos presenciais de graduação, além de 111 cursos de mestrado e 59 de doutorado. A proposta é que cada universidade mantenha a autonomia, com reitor e conselho superior próprios, mas unifiquem o plano de desenvolvimento institucional. Com isso, as unidades terão estratégia conjunta para captação de recursos, projetos integrados de ensino e pesquisa e a possibilidade de transferência de equipamentos e tecnologia entre si.
As universidades foram escolhidas pela qualidade do ensino, além da proximidade geográfica. De acordo com o MEC, todas apresentam, na graduação, índice geral de cursos com nota 4 e 5, que são as maiores para esse tipo de educação. Já na pós-graduação, 15 programas têm nível 5, cinco têm nível 6 e dois alcançam nível 7, o mais alto da escala de avaliação desse tipo de ensino.
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Oi Roberto, a Sibele Fausto me mandou o link dessa sua postagem e perguntou se eu não comentaria nada. Mandei um email pra ela e ela sugeriu um ctrl+C/ctrl+V aqui. Então, aqui vai o que eu falei com ela por email (com algumas pequenas alterações)
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Eu até li essa notícia ontem e, sinceramente, não tenho muita certeza sobre o que pensar… São universidades de federais de boa repercussão… As que eu conheço mais sao UFLA, UFV, UFSJ, UFOP e UFJF (5 das 7, mas mesmo assim muito pouco). Se esse projeto der certo acho que será muito bom – e penso que caso a UFMG tiver sido chamada e não quis participar pode estar perdendo muito – mas também não afirmo com certeza, porque não tenho muita noção dos benefícios e/ou facilidades que podem advir dessa decisão.
Acho que o grande desafio reside no fato de tentar integrar projetos de educação e pesquisa (sempre tem aqueles que tem aversao total à mudança/inovação) sendo que elas, ao que me parce, continuarão bastante isoladas.
De certa forma, acho que essa proposta se assemelha um pouco à USP que tem campi em SP, São Carlos, Ribeirão Preto – fico me perguntando se é algo do tipo “só nome” ou se realmente esses campi são integrados.
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Acho que é isso! Um abraço!