Brasil em chamas

Notícia publicada hoje no jornal O Estado de S. Paulo on-line denuncia que

Queimadas no Brasil aumentam 85%, informa Inpe

O número de focos de queimada no Brasil, acumulado desde 1º de janeiro e até a última quinta-feira, 12, chegou a 25.999, ante 14.019 no mesmo período do ano passado, uma variação, em termos relativos, de 85%. Neste ano, foram registradas 25.999 focos de incêndio, contra 14.019 no mesmo período do ano passado. Apenas entre o fim da noite de quarta-feira e as 13h30 desta sexta, foram anotados 15.183 focos de queimada no Brasil.

De acordo com relatório do Instituto Nacional de pesquisas Espaciais (Inpe), esta é a primeira variação positiva para o período desde 2007, quando o número de focos superou os de 2006 em 154%. Nos últimos anos, a tendência vinha sendo de queda, com redução de 70% em 2008 e 20% em 2009. As unidades da federação que registraram os maiores aumentos de número de queimadas entre o ano passado e este são Tocantins (407%), Piauí (365%), Distrito Federal (250%). Estados como Maranhão, Minas Gerais, Pará, Goiás e Bahia mais que dobraram o número de focos. As principais reduções ocorreram no Rio Grande do Sul (-63%), Santa Catarina (-53%) e Acre (-53%).

No Mato Grosso, foram registrados 6.693 focos; no Tocantins, 4.210; Pará, 2.526, e Bahia, 2.020. Os dados foram coletados pelo satélite NOAA-15 do Inpe. Dos treze países analisados, o Brasil lidera o número de focos de incêndio, seguido pelo Paraguai, com 3.592 queimadas, Bolívia, com 2.316, e Argentina, com 1.216 em 2010.

É difícil, muito difícil de acreditar que todos estes focos de incêndios sejam acidentais. Existem muitos interesses agrícolas e pecuaristas por detrás destas queimadas, que “liberam” terras para o plantio e para a criação de gado. Esta prática totalmente criminosa e irresponsável é praticada desde antes da vinda dos portugueses para o Brasil em 1500. É uma prática primitiva e destrutiva, de mau uso da terra, pois o declínio dos nutrientes vai ao extremo. Enquanto isso, os órgãos fiscalizadores não conseguem distinguir acidentes de crimes. Até quando teremos que pagar bilhões de reais de impostos para sustentar um estado tão ineficaz?



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