“The Grand Design”, por Stephen Hawking

Muita gente ficou nervosa com o lançamento do livro “The Grand Design”, por Stephen Hawking e Leonard Mlodinow. Isso porque o físico de Cambridge e seu colega lançam mão da ideia de que Deus não seria necessário para que o Big Bang tivesse ocorrido, levando-se em conta que as melhores explicações para a formação do universo devem incluir, necessariamente, a lei da gravidade.

Diz a lei da gravidade (ou lei da gravitação) que F=G.m1.m2/r2

onde

F = força de atração entre dois corpos, m1 e m2

G = constante universal da gravitação = 6,67428 x 10-11 m3kg-1s-2 (m=metro, s=segundos)

m1 = massa do corpo 1

m2 = massa do corpo 2

r = distância entre os centros de massa dos dois corpos m1 e m2

O que deve ficar claro é que Hawking não afirmou que a gravidade já existia antes do Big Bang. E sim que, sendo a lei da gravidade uma lei universal, esta deveria ser obedecida também durante a formação do universo. Os autores do livro mostram que as leis fundamentais que explicam o comportamento da matéria são as leis da mecânica quântica (formuladas por vários físicos no início do século XX) e a teoria da relatividade de Einstein. Levando-se em conta que o comportamento do universo deve obedecer, necessariamente, a lei da gravidade, as leis da mecânica quântica e a teoria da relatividade, seria possível a existência de muitos universos, porém somente universos parecidos com este em que vivemos seriam os mais prováveis para o surgimento da vida. Os autores não afirmam que Deus não existe – apenas que para a formação deste universo, tal como o conhecemos, Deus não seria necessário para sua formação.

Segundo resenhas publicadas sobre o livro, os autores trabalharam por mais de uma década para verificar que não existe uma única teoria que explica o universo. Apenas várias formas científicas de se verificar diferentes aspectos do universo. Assim, os autores dizem que a ciência não consegue fornecer uma única forma de explicar a realidade, e sim várias teorias que se complementam.

O livro deve ser muito bom, de acordo com várias resenhas publicadas a respeito. Segundo as resenhas, é de leitura fácil e agradável, com conceitos apresentados de forma clara e didática, e com ilustrações.

Veja algumas resenhas:

Washington Post

Dez resenhas já foram publicadas no site da Amazon

New Scientist



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11 respostas

  1. O que é inacreditável é a insistência com uma Entidade que jamais alguém viu, nem como foram feitos seus trabalhos. É óbvio que Deus é fruto apenas da parca imaginação primata, que de tão inculcada acabou verdade absoluta – até hoje!! E lá se vem a civilização ocidental às raias da esquizofrenia.

  2. Na verdade, deus não serve para grande coisa, exceto para dar consolo àqueles que precisam. No abominável ‘Deus, um Delírio’, Richard Dawkins afirma que o fato de uma coisa proporcionar consolo para alguém, não significa que essa coisa seja verdadeira. Não, não significa. Resta explicar porque as pessoas adultas e instruídas não abandonam a religião. Provavelmente, porque para elas a existência de deus, milagres, preces são coisas verdadeiras.

  3. In “The Grand Design” Stephen Hawking postulates that the M-theory may be the Holy Grail of physics…the Grand Unified Theory which Einstein had tried to formulate and later abandoned. It expands on quantum mechanics and string theories.

    In my e-book on comparative mysticism is a quote by Albert Einstein: “…most beautiful and profound emotion we can experience is the sensation of the mystical. It is the sower of all true science. To know that what is impenetrable to us really exists, manifesting itself as the highest wisdom and most radiant beauty – which our dull faculties can comprehend only in their primitive form – this knowledge, this feeling, is at the center of all religion.”

    Einstein’s Special Theory of Relativity is probably the best known scientific equation. I revised it to help better understand the relationship between divine Essence (Spirit), matter (mass/energy: visible/dark) and consciousness (fx raised to its greatest power). Unlike the speed of light, which is a constant, there are no exact measurements for consciousness. In this hypothetical formula, basic consciousness may be of insects, to the second power of animals and to the third power the rational mind of humans. The fourth power is suprarational consciousness of mystics, when they intuit the divine essence in perceived matter. This was a convenient analogy, but there cannot be a divine formula.

  4. Gato, it is probably your cat. Subrahmanyan Chandrasekhar introduced me to mysticsm in 1959 when he invited me to visit him at the Yerkes Observatory.

    Take an antihistamine and read my e-book. You will feel much better.

  5. Eu mencionei o meu e-book é gratuito e apenas 100 páginas? Isso só deve tomar-lhe um par de horas, a menos que espirro.

  6. Talvez seja sua última obra! Fantástico em todos os sentidos.

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