Pós-Graduação em Química: Educação em Foco – V

IDEIAS SUGERIDAS PARA MUDAR A EDUCAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA E MUDAR HABILIDADES EM BENEFÍCIO DOS ESTUDANTES

Ao final do workshop os participantes elaboraram uma lista de ideias a serem apresentadas para instituições que têm programas de PGQ, de maneira a estimular e reflexão e promover mudanças que levem à um incremento na qualidade dos programas de PGQ dos EUA.

Ideias de mudanças direcionadas para estudantes e professores

– Apresentar melhor clareza de expectativas tanto por parte dos estudantes como por parte dos orientadores, de maneira a minimizar conflitos e mal-entendidos.

– Encorajar os orientadores a adquirirem conhecimento além do conhecimento da área de pesquisa de seus orientandos de maneira a ampliar o conhecimento a ser transmitido para estes alunos.

– Expor os alunos a diferentes carreiras de trabalho durante seus anos de pós-graduação, promovendo encontros com ex-alunos de pós-graduação que já se encontram atuando em diferentes carreiras, de maneira a prover informações aos alunos sobre as inúmeras opções disponíveis para seu futuro profissional.

– Evidenciar que a pós-graduação pode ser uma preparação excelente para uma carreira de professor, tanto no nível superior como no ensino médio.

– Mostrar que habilidades de ensino são importantes não somente para uma carreira ligada ao ensino, mas também na indústria, pois ajudam a transmitir conhecimento.

– As oportunidades de ensinar e orientar alunos de graduação e outros estudantes melhoram a capacidade de comunicação dos alunos de pós-graduação, bem como o entendimento do assunto o qual apresentam e discutem.

– Sob a supervisão dos orientadores, a oportunidade de escrever e analisar propostas de pesquisa durante a pós-graduação pode ser extremamente útil na atuação em diferentes carreiras.

– A pesquisa realizada em grupos interdisciplinares com vários supervisores pode ampliar a formação da pós-graduação e mostrar aos estudantes a variedade de abordagens diferentes que podem ser empregadas para se investigar um mesmo problema. Além de, ao ser supervisionado por diferentes orientadores, diminuir as consequências de uma má orientação por parte de um dos supervisores.

– Sob a orientação de um mesmo supervisor, projetos de pesquisa com várias colaborações também ampliam e aprofundam a formação dos estudantes de PGQ.

– A exposição à atividades e conhecimento sobre empreendedorismo durante a pós-graduação pode fazer com que os estudantes melhor considerem a importância e os usos potenciais de novas descobertas.

– Deixar que os estudantes trabalhem em equipes e elaborem propostas para serem submetidas a colegas que já trabalhem em empresas pode ser válido para aqueles que buscam se inserir no setor empresarial.

– Melhorar as parcerias entre universidades e empresas pode promover experiências válidas para os estudantes de PGQ.

– Diferentes tipos de estágios também podem ser muito úteis para a formação dos alunos de PGQ.

– Programas de natureza educacional que desafiam os alunos a participarem podem aumentar o engajamento dos alunos de PGQ.

– Esforços para se coordenar a elaboração de projetos de pesquisa em química e a educação de pós-graduação em química de acordo com prioridades das agências de financiamento podem levar a um aumento na obtenção de recursos para pesquisa.

Ideias de mudanças direcionadas para diretores de institutos, reitores e outros administradores de pesquisa

– Profundidade, amplitude e comunicação podem ser temas para se transformar a educação na PGQ.

– Fazer com que os estudantes conheçam diferentes grupos e laboratórios de pesquisa antes que definam seus projetos pode contribuir para que conheçam tópicos de pesquisa de maneira mais abrangente e que estabeleçam relações importantes com diferentes colegas.

– Reduzir barreiras entre áreas tradicionais de pesquisa em química e incluir outras disciplinas nos projetos de pesquisa pode promover um progresso mais rápido para a abordagem de problemas integrativos.

– O apoio de agências de financiamento, a nomeação conjunta e a boa alocação de pesquisadores de diferentes disciplinas podem promover pesquisa interdisciplinar.

– Projetos inovadores, interdisciplinares e colaborativos podem contribuir para melhorar o entusiasmo dos membros de uma instituição, mesmo quando os recursos para o trabalho são limitados.

– Estimular estudantes de pós-graduação e de pós-doutorado a escreverem seus próprios projetos de desenvolvimento individual a serem financiados e apoiados poderia ajudar os estudantes a estabelecerem metas e aderir a estas.

– Um curso de ensino de química para estudantes de pós-graduação pode contribuir para melhorar as habilidades de ensino destes alunos.

– A progressão de diferentes mecanismos de apoio [financeiro? Institucional?] para estudantes de pós-graduação poderia ajudar os estudantes a conhecer suas necessidades à medida em que estas mudam ao longo do desenvolvimento de suas atividades de pós-graduação.

– Novas estruturas para a educação em nível de pós-graduação – como mestrado relevante para o mercado de trabalho, algum tempo para os estudantes realizarem serviços públicos ou em outro país, ou programas de PG com tempo de titulação mais curto – podem apresentar vantagens tanto para os alunos como para as instituições dos cursos de PGQ.

– O mestrado poderia ser focado no desenvolvimento de habilidades e conhecimento técnico, enquanto que o doutorado poderia ser focado em habilidades e conhecimento de liderança.

– Diretrizes de maior caráter familiar e o apoio de membros de faculdade podem reduzir a evasão em programas de PGQ, especialmente de estudantes mulheres.

– Instituições com programas de PGQ que re-inventem seus programas de maneira convincente e evidente podem levar a uma mudança na maneira como a PGQ pode ser conduzida, e gerar boa competição acadêmica para o estabelecimento de novos modelos de PGQ.

– É importante que sejam ressaltados aspectos de segurança dos programas de PGQ e nas carreiras a serem seguidas por profissionais de química.

– Melhorar parcerias entre universidades e empresas pode conduzir a experiências válidas para os estudantes de PGQ.

O documento apresenta várias informações técnicas adicionais como, por exemplo, o perfil profissional dos membros do comitê que trabalhou no workshop: Robert Bergman (University of Wiscosin), Joe Francisco (Purdue University), Charles T. Kresge (Dow Chemical), Douglas Ray (Pacific Northwest National Laboratory), David Berry (Flagship Ventures), Robert Lees (National Institute of General Medical Sciences), Patty McAllister (Council of Graduate Schools in Washington DC), Mattew Platz (National Science Foundation Division of Chemistry), Gary Schuster (Georgia Institute of Technology), Bassam Shakhashiri (University of Wisconsin, Madison), George M. Whitesides (Harvard University), Julie Aaron (Dakota State University), Bill Beaulieu (Chevron Philips Chemical Company), Thomas Degnan (ExxonMobil Research and Engineering Co.), Rajiv Dhawan  (DuPont), Michael Doyle (University of Maryland), Mary Anne Fox (University of California, San Diego), Heather A. Gennadios (FDA), Paul L. Houston (Georgia Institute of Technology), David Kronenthal (Bristol-Myers Squibb), Joydeep Lahiri (Corning), Sander Mills (Merck), Jennifer Schomaker (University of Winscosin), Siddharta Shenoy (DuPont), David Tellers (Merck), Samuel Thomas (Tufts University), Holden Thorp (University of North Carolina), Jake Yeston (senior editor da Science).

O “workshop summary” disponibilizado pela National Academy of Sciences pode ser baixado na íntegra aqui.



Categorias:educação, gestão acadêmica

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