Uma grande revisão de estudos realizados com chá verde chegou a resultados conflitantes. Os revisores avaliaram 51 estudos considerados de qualidade média a alta, realizados com mais de 1,6 milhões de pessoas entre 1985 e 2008, e objetivaram estabelecer relações entre o consumo de chá verde e diversos tipos de câncer, de mama, pulmão, do trato digestivo, próstata, ginecológico e oral. O estudo foi publicado na “The Cochrane Library”, da “The Cochrane Collaboration”, uma organização internacional que avalia pesquisa médica.
O júri que avaliou a revisão preferiu não apresentar uma decisão a favor ou contra os resultados avaliados. De acordo com o autor principal do trabalho, Nagi Kumar, diretor do Nutrition Research no Moffitt Cancer Center em Tampa, Flórida, um dos problemas é a origem e a forma de processamento da planta, Camelia sinensis, que dá origem ao chá. O teor de compostos ativos pode variar muito. O que parece certo é que o chá verde, por si só, não previne nenhum tipo de câncer.
A planta contém diversos polifenóis, em especial catequinas, os quais são potentes antioxidantes com potencial de prevenir doenças cancerígenas. O estudo mostra evidências de que o chá verde apresenta efeitos benéficos limitados para o tratamento de câncer de fígado, mas os resultados de estudos com câncer gastrointestonal são conflitantes. Um estudo apresentou efeitos benéficos sobre câncer de próstata com o consumo de grandes quantidades de chá verde. Nenhum benefício para a prevenção de câncer gástrico foi encontrado, mas foram encontrados efeitos benéficos no tratamento de cânceres de pulmão, do pâncreas e colo-retal. Efeitos benéficos também foram observados sobre câncer de mama.
Embora os autores e o júri que avalivou a revisão consideram que muita pesquisa adicional necessita ser realizada, todos concordaram em um ponto: o consumo de chá verde não causa malefícios, e pode causar benefícios. Até 1,2 litro/dia.
Referência bibliográfica: Boehm K, et al. Green tea (Camellia sinensis) for the prevention of cancer. Cochrane Database of Systematic Reviews, Issue 3, 2009.
Esta notícia foi extraída da página ScienceDaily.
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