Classificação de 6000 universidades

Nova classificação do “Ranking Web of World Universities” de 6000 universidades de todo o mundo posiciona as universidades brasileiras, dentre as quais a Universidade de São Paulo aparece em 38º lugar (veja aqui). A classificação das universidades do Brasil dentre as 1000 melhores classificadas é a que segue:
38º – Universidade de São Paulo
115º – Universidade Estadual de Campinas
134º – Universidade Federal de Santa Catarina
152º – Universidade Federal do Rio Grande do Sul
196º – Universidade Federal do Rio de Janeiro
204º – Universidade de Brasília
241º – Universidade Federal de Minas Gerais
269º – Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” (UNESP)
352º – Universidade Federal do Paraná
354º – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
419º – Universidade Federal do Rio Grande do Norte
422º – Universidade Federal da Bahia
503º – Universidade Federal do Ceará
517º – Universidade Federal Fluminense
522º – Universidade Federal de Pernambuco
566º – Pontificia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
733º – Universidade do Estado do Rio de Janeiro
759º – Universidade Federal de São Paulo
768º – Universidade do Vale do Rio Dos Sinos
773º – Fundação Getulio Vargas
777º – Universidade Estadual de Maringá
807º – Universidade Federal de Lavras
856º – Universidade Federal de Viçosa
862º – Universidade Federal de Uberlândia
870º – Universidade Federal de Goiás
900º – Universidade Federal de São Carlos
909º – Universidade Federal de Santa Maria
949º – Centro Universitário Senac Servico Nacional de Aprendizagem Comercial
981º – Pontificia Universidade Católica de São Paulo
984º – Universidade Estadual de Londrina
990º – Universidade Federal da Paraíba
998º – Universidade Federal do Pará
Observa-se que, dentre as 32 universidades brasileiras melhores classificadas, apenas 5 são privadas. Ou seja, o ensino superior público brasileiro ainda é, de longe, muito melhor do que o ensino particular. Pergunta: não seria melhor o governo brasileiro considerar seriamente a possibilidade de investimento maciço na educação pública superior, em vez de dar dinheiro para as particulares através do Prouni? Afinal, uma formação de profissionais brasileiros com nível superior diferenciado não seria melhor do que a formação em massa de brasileiros com nível superior de qualidade questionável?

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Categorias:ciência, educação, informação

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10 respostas

  1. Caro prof. Berlinck,
    Parabéns pelo blog e pela seleção das notícias que nos envia através da PN-Net.
    Com relação ao post sobre universidades públicas e universidades privadas, a questão é muito delicada. Não creio que se trata APENAS da qualidade do ensino. Há também a questão do vestibular. As universidades públicas são hoje, mais do que nunca, elitizadas. Não dá pra se comparar diretamente a qualidade do profissional que sai sem levar em conta a qualidade do aluno que ingressou. Neste sentido, qualquer avaliação da qualidade do ENSINO propriamente dita é injusta.
    Concordo quando diz que há necessidade de investimento maciço na educação, mas o problema está na educação básica. Qualquer investimento concentrado apenas a nível universitário será tão desastroso como o regime das cotas. Ou será outra a razão dos professores que conheço estarem reclamando da “queda de nível” após a implantação das cotas?
    Cordialmente,
    Antônio Eduardo Miller Crotti

  2. Caro Antonio,
    Obrigado pelo seu valioso comentário, muito pertinente. Na verdade, quando me referi ao investimento maciço no ensino superior, não seria para priorizar este em detrimento do ensino fundamental e médio, e sim priorizar o ensino superior público em detrimento do ensino superior particular, que é o que se observa quando se oferece bolsas de estudos para os alunos do Prouni. Na verdade, acredito que deveria-se investir proporcionalmente muito mais no ensino fundamental e médio do que no superior, o qual, considerando-se prós e contras, anda razoavelmente bem (mas tenho minhas dúvidas).
    Todavia, como bem sabemos, não é o caso do ensino fundamental e médio, principalmente o público. Este sim, não anda muito bem mesmo, e precisaria investimentos de infra-estrutura, pessoal qualificado, valorização da carreira docente, incentivo da formação de professores, melhores salários e muito melhores condições de trabalho, em todo o Brasil. Mas, como se sabe, a atribuição de responsabilidades para o ensino fundamental e médio é dos municípios e estados, que recebem verbas federais. Portanto, muito há a ser feito para se melhorar a educação no Brasil, em todos os níveis.

  3. Já não concordo com a afirmativa que “o ensino superior público é de longe melhor que o ensino superior particular”. Estudo Administração na Universidade Federal do Paraná e posso afirmar com toda certeza que temos uma enorme carência de qualidade de ensino e profissionais comprometidos. Professores cansados de lecionar que mal conseguem passar sua experiência para nós, alunos. Professores que simplesmente faltam duas semanas seguidas e depois não conseguem dar conta da matéria. Fora a estrutura que é precária. Tive a oportunidade de cursar Engenharia Mecânica na Pontifícia Universidade Católica do Paraná e posso afirmar: o curso de fato é oneroso, mas não tive do que reclamar durante os dois anos que estudei lá. Professores, estrutura, investimento em pesquisa. Fica aqui minha opinião.

    • Oi Anna,
      Teu comentário é justo, e há que se levar em conta que existem diferenças grandes entre instituições de ensino superior particulares. Algumas são realmente muito boas (inegavelmente), mas a maioria não é. Tal fato ficou evidenciado pela última avaliação pelo MEC das universidades, faculdades e centros universitários, divulgada ontem (veja aqui no blog a postagem ”
      737 mil universitários cursam escolas ruins no Brasil”, de ontem).
      Tal avaliação também não diz que as instituições de ensino superior públicas estão isentas de problemas. Muito pelo contrário. Muitas apresentam deficiências crônicas de infra-estrutura, de pessoal, de manutenção, de apoio ao ensino e à pesquisa. Mas, o que se observa é que as instituições públicas são, na média, de muito melhor qualidade do que as particulares.
      De qualquer forma, tua observação é importante – há que se separar o joio do trigo.
      cordialmente,
      Roberto

  4. Pois bem, classificar por classificar todos fazemos, até o EXCEL faz. Porém a qualidade não está apenas na classificação ou na instituição de ensino e depende mais ainda do aluno que ingressou e do aluno que sai e como saiu. Se tivessemos as Universidade efetivamente atrelada ao mercado e à pesquiza com certeza a classificação seria bem melhor e um pouco mais justa. Pense nisso enquanto as Universidade no Brasil ainda realiza pouca pesquiza para ser entregue ao mercado para ser distribuida à nação na mais diversas formas de produtos e serviços que é o que interessa.

  5. Oi José Carlos,
    É verdade. Classificar é fácil. Estabelecer critérios para classificação é que são elas. Esta classificação, estabelecida pelo “Ranking Web of World Universities”, foi realizada utilizando critérios bem definidos, que são apresentados na página do link colocado no texto do blog. No menu da esquerda, a terceira coluna “information” tem o ítem “methodology” (que pode ser acessado nesta página http://www.webometrics.info/methodology.html).
    Não concordo totalmente com suas observações. Realizar a avaliação das Instituições de Ensino Superior (IES) de maneira simplista é extremamente perigoso, uma vez que estas exercem múltiplas funções, sendo que, uma das quais (no meu ver a principal) é a formação de profissionais para o mercado de trabalho.
    Atrelar o ensino superior às necessidades do mercado também pode ser extremamente perigoso, pois o mercado muda, constantemente, quase que de ano para ano. Sendo assim, penso que o importante é que o ensino superior seja de excelente qualidade, e possa agregar formação com conhecimento básico e de fronteira, espírito crítico, cidadania e empreendedorismo.
    Também, vincular a pesquisa ao mercado pode ser uma maneira por demais pragmática de enxergar a pesquisa. As instituições de ensino e pesquisa têm como papel fundamental gerar conhecimento, de forma inovativa e criativa. Estabelecer uma necessidade exclusiva de pesquisa aplicada é por demais limitante. Parcerias universidades-indústrias mostram que a transferência do conhecimento para a iniciativa privada pode, sim, resultar em pesquisa básica voltada para a aplicação, ou para a pesquisa aplicada pura e simples. Mas a liberdade científica para a busca do conhecimento é um fator primordial para os avanços científicos e do conhecimento em geral, que raramente se observam quando a pesquisa se volta exclusivamente às necessidades do mercado.
    Sobre isso, existe um excelente livro, de Donald E. Stockes, “Pasteur’s Quadrant – Basic Science and Technological Innovation”, no qual o autor discute todos estes aspectos.
    cordialmente,
    Roberto.

  6. Bem, concordo que as universidades públicas selecionam logo de principio os mais inteligentes, o que ajuda muito no quesito de estudos. Eu estou com um dilema horrível: passei na UFMT em bacharelado em química, provavelmente passarei na UFMS em química tecnológica. Entretanto já estou matriculada em uma exelente faculdade particular que é a FEI para engenharia química. Pretendendo, mesmo que depois de fazer bacharelado em química, cursar engenharia (mais 2 anos na FEI, já que elimino toda a parte de química). Entretanto não sei o que fazer: se faço UFMT ou UFMS, ou se desisto das duas mesmo sendo federais e faço FEI, que é uma excelente particular. Gostaria de opiniões.

    • Oi Bruna,

      Não conheço nenhuma destas universidades e a FEI. Mesmo se conhecesse, não me sentiria muito à vontade para opinar. Minha sugestão é que você se informe o melhor possível, buscando informações na internet, sobre cada uma destas universidades e faculdade, antes de tomar uma decisão.

      Tudo de bom,
      Roberto

    • Oi Bruna,

      Não conheço nenhuma destas três instituições de ensino superior. Mesmo se conhecesse, não me sentiria muito à vontade para opinar. Eu te sugiro que procure se informar o melhor que puder a respeito de cada uma das três, e sobre os cursos que você pretende cursar, antes de tomar uma decisão.

      Tudo de bom,
      Roberto

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