A administração por via oral de resveratrol, substância encontrada em uvas de casca escura, mostrou melhorar o quadro diabético de camundongos em laboratório. A ação anti-diabética do resveratrol é controlada pelo cérebro. O estudo indicou que o resveratrol ativa proteínas da classe das sirtuínas, proteínas estas que estão relacionadas aos efeitos benéficos provocados por uma dieta de restrição calórica.
As sirtuínas são expressas por todo o corpo, mas pouco se conhecia sobre quais tecidos controlam os efeitos benéficos do resveratrol. Com a descoberta que a ação do resveratrol é mediada pelo cérebro, novos medicamentos para o tratamento da diabetes poderão ser desenvolvidos.
As sirtuínas são expressas em partes do cérebro que controlam o metabolismo da glicose. Pesquisadores do Centro Médico da University of Texas Southwestern observaram que o resveratrol ativa as sirtuínas no cérebro de camundongos, resultando em um aumento das taxas de insulina e de açúcar no sangue.
O artigo “Central administration of resveratrol improves diet-induced diabetes” será publicado no número de dezembro de 2009 da revista Endocrinology.
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Parabéns!
Informações importantíssimas num momento em que o diabetes avança em todo o mundo.
JDavid