Notícia divulgada hoje, 14/04/2010, no jornal O Estado de S. Paulo on-line revela dois novos estudos que comprovaram, mais uma vez, a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, publicada em 1915. Segundo a reportagem,
Dois novos estudos independentes submeteram a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein aos testes mais rigorosos já impostos a ela e os resultados, obtidos pelo Telescópio Chandra de Raios-X, mostram que o trabalho de Einstein ainda é o melhor disponível. Ambas as equipes de cientistas se valeram das observações feitas pelo Chandra de aglomerados de galáxias. Um dos resultados desmente uma teoria da gravidade rival da Relatividade Geral, e o outro mostra que as ideias de Einstein são válidas em várias épocas e lugares.
A primeira descoberta enfraquece bastante uma teoria chamada “gravidade f(R)”. “Se a Relatividade Geral é o campeão dos pesos-pesados, a outra Peoria pretendia ser o desafiante principal”, disse Fabian Schmidt, do Instituto e Tecnologia da Califórnia. “Nosso trabalho mostra que suas chances de derrubar o campeão são muito fracas”. Na teoria f(R), a aceleração da expansão do Universo seria causada por uma modificação na força da gravidade. Essa força modificada também afetaria a taxa na qual pequenos aglomerados de matéria podem crescer ao longo das eras, o que permite testar a teoria. A equipe de Schmidt usou estimativas de massa de 49 aglomerados de galáxias obtidas pelo Chandra e as comparou com as previsões feitas pela nova teoria. Não foi encontrada nenhuma evidência de desvios da Relatividade em escalas superiores da 130 milhões de anos-luz.

O segundo resultado testou a Relatividade Geral em escalas cosmológicas de tempo e distância. Até agora, a teoria só havia sido testada por experimentos em escala de laboratório ou do Sistema Solar, abrindo a porta para a possibilidade de a Relatividade Geral falhar em escalas muito maiores.
Para avaliar a questão, um grupo da Universidade Stanford comparou dos dados do Chandra sobre a velocidade de crescimento de aglomerados de galáxias com as previsões teóricas calculadas com base no trabalho de Einstein. O resultado com uma coincidência quase total entre observação e teoria.
“A teoria de Einstein obtém sucesso de novo, desta vez calculando o número de aglomerados massivos que se formou sob efeito da gravidade ao longo dos últimos 5 bilhões de anos”, disse David Rapetti.
Assim é feita a ciência: testando e re-testando os modelos atuais que descrevem os fenômenos naturais. Teoria da relatividade, mecânica quântica, teoria da evolução, todas são a mesma e única ciência, baseada em evidências, fatos comprovados e falseabilidade.
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Caro Berlinck, mais uma vez, parabéns pelas excelentes matérias do blog.
Grande abraço (de Seoul), Hamilton
Valeu, Hamilton.