Artigo publicado hoje no Boletim da Agência FAPESP comenta artigo publicado na Nature sobre o momento da ciência no Brasil.
A ciência brasileira é destaque em duas das mais importantes revistas científicas do mundo. Enquanto o programa Biota-FAPESP tem o balanço de seus primeiros anos publicado na Science, a Nature salienta o potencial do setor no país na próxima década. Em reportagem, a revista inglesa descreve como, à medida que o “presidente Lula se prepara para deixar o cargo, pesquisadores esperam que a inovação revigore a economia [do país]”. A reportagem da Nature acompanhou a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada no fim de maio em Brasília.
“A conferência representou a primeira vez que aqueles que estão no centro da ciência e aqueles que estão indiretamente envolvidos foram reunidos e isso em um momento em que as coisas estão realmente decolando”, disse à revista o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz.
A reportagem conta que o resultado da conferência será um documento, a ser enviado aos candidatos à Presidência da República, que descreverá as áreas consideradas mais importantes para a pesquisa científica no país na próxima década. O texto comenta a “sólida fundação” no país que permitirá a realização de tais políticas e destaca o papel do Estado de São Paulo e da FAPESP nesse cenário.
Cita também, como exemplo da força da ciência brasileira, o sequenciamento da bactéria Xylella fastidiosa, agente patogênico que causava prejuízos milionários à cultura de cítricos, concluído em 2000. Utilizando softwares de sequenciamento genético com base na internet, o projeto, financiado pelo Programa Genoma-FAPESP, correspondeu também à introdução da bioinformática no Brasil.
“A ciência está indo bem no nível estadual, que fornece uma fonte importante de financiamento público, embora os esforços para estimular a ciência não sejam uniformes. Muitos estados procuram se basear em São Paulo, que tem a tradição científica mais forte”, afirmou a Nature. “Há um artigo da Constituição de São Paulo de 1947 segundo o qual 1% de toda a receita tributária do Estado seja destinada à pesquisa científica. Possivelmente nenhuma outra agência de fomento à pesquisa no mundo tem esse tipo de segurança e autonomia financeira [do governo federal”, disse Brito Cruz à revista.
Leia o artigo na íntegra no link da referência a seguir.
Petherick, A. (2010). High hopes for Brazilian science Nature, 465 (7299), 674-675 DOI: 10.1038/465674a
Categorias:ciência, educação, informação

Nature publicando reportagem sobre a ciência brasileira e a Fapesp! É nóis! o/