O própolis produzido por abelhas, e encontrado em colméias, é considerado uma panacéia, remédio “para tudo”: de acordo com H. Menezes (2005), o própolis é antiinflamatório, antimicrobiano, antineoplásico (atua contra células cancerígenas) e antioxidante (retarda os processos de degenerescência celular, que levam ao envelhecimento precoce). A Maria Guimarães também fala muito bem do própolis: diz que sua ação antimicrobiana é a mais estudada e comprovada. E também conta que os índios do Parque Nacional do Xingu se interessaram em produzir própolis para ganhar uma grana e, de quebra, espalhar abelhas pela floresta para aumentar sua população e melhorar a polinização de plantas.
Tudo indica que o própolis é um potente antibiótico, até mesmo contra bactérias resistentes a antibióticos como a meticilina. A bactéria Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA, Methicillin-Resistant Staphylococcus aureus), por exemplo, é extremamente patogênica e difícil de curar. Mas pesquisadores do Instituto de Farmácia da Universidade de Strathclyde demonstraram que o própolis realmente atua contra estas bactérias MRSA. Estas bactérias são facilmente transmitidas de doentes para pessoas sãs, como por exemplo pessoas da mesma família, e é um dos grandes problemas de saúde do mundo.
Um dos principais medicamentos para tratar infecções por MRSA é a vancomicina. O problema é que já existem linhagens de bactérias MRSA resistentes à vancomicina. Por isso, as alternativas para o tratamento de infecções por MRSA estão cada vez mais limitadas. Tendo em vista a necessidade da descoberta de novos antibióticos eficazes, o uso de própolis para tratar infecções bacterianas, inclusive por MRSA, pode ser uma excelente alternativa de tratamento.
As abelhas usam o própolis como antibiótico nas próprias colméias, para evitar a infecção por bactérias e fungos, uma vez que a colméia é rica em nutrientes, e um local propício para o crescimento de microrganismos. O própolis atua como um tipo de “defesa química” das abelhas contra estas infecções.
Juntos, pesquisadores da Universidade de Strathclyde e também da empresa Nature’s Laboratory de North Yorkshire testaram o própolis contra 15 diferentes tipos de MRSA, e obtiveram resultados extremamente promissores. Foram isoladas duas substâncias da própolis, chamadas de propolina C e propolina D, que mostraram atividade antibacteriana contra MRSA.
Tomara que os estudos continuem e que seja possível se desenvolver novos medicamentos para o tratamento das infecções por MRSA.
Raghukumar, R., Vali, L., Watson, D., Fearnley, J., & Seidel, V. (2010). Antimethicillin-resistant (MRSA) activity of ‘pacific propolis’ and isolated prenylflavanones Phytotherapy Research DOI: 10.1002/ptr.3096
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Vou indicar própolis para a mãe de uma criança que está com uma infecção por uma bacteria resistente, tomara que dê certo.
Obrigada pela informação.
Oi Ellen,
O melhor é a criança ir a um médico, para que ele possa receitar o tratamento mais adequado para a infecção da criança.
Roberto