Pesquisadores de Camarões (África), Paquistão, Alemanha e Botswana (África) publicaram a estrutura de um triterpeno bem bacana, incomum, o ácido duboscico isolado de Duboscia macrocarpa Bocq. (Tiliaceae). A estrutura foi definitivamente determinada por difração de raios-X. O composto apresentou atividade inibitória da enzima α-glucosidase, com IC50 de 100 ± 8.1 μM, quatro vezes mais potente do que o controle deoxinojirimicina. A α-glucosidase é uma enzima que se liga a membranas e cataliza a hidrólise de dissacarídeos fornecendo monossacarídeos, que podem assim serem absorvidos no intestino. A inibição da α-glucosidase constitui uma abordagem válida para a descoberta de substâncias com atividade anti-diabetes.
Os autores propuseram uma rota de biossíntese para o assim denominado esqueleto dubosano.

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Wafo, P., Kamdem, R., Ali, Z., Anjum, S., Khan, S., Begum, A., Krohn, K., Abegaz, B., Ngadjui, B., & Choudhary, M. (2010). Duboscic Acid: A Potent α-Glucosidase Inhibitor with an Unprecedented Triterpenoidal Carbon Skeleton from Duboscia macrocarpa Organic Letters DOI: 10.1021/ol1026552
Categorias:química
Bacana mesmo. Mas mais bacana é essa pesquisa ter co-autoria de Camarões, Botswana e Paquistão (além da Alemanha, claro) e ser publicada num periódico da ACS!