Herman Voorwald secretário da educação de SP

Notícia do jornal O Estado de S. Paulo de ontem (17/12)

Reitor da Unesp será novo secretário estadual da Educação – Herman Voorwald foi confirmado no cargo na tarde desta sexta-feira pelo governador eleito, Geraldo Alckmin

O novo secretário estadual da Educação de São Paulo será o reitor da Unesp, Herman Voorwald. Ele ocupará o cargo de Paulo Renato de Souza, que pediu demissão ontem. O nome de Voorwald foi confirmado na tarde desta sexta-feira, 17, pelo governador eleito, Geraldo Alckmin (PSDB).

Com a vacância do cargo de reitor, assume a reitoria da Unesp o atual vice-reitor, Julio Cezar Durigan. “Tenho plena confiança no meu amigo e companheiro, professor Durigan”, afirmou Voorwald.

O reitor da Unesp aceitou o convite feito ontem pelo governador eleito. O novo secretário disse que o professor será prioridade. Ele declarou que trabalhará pela qualidade do ensino no Estado, enfatizando o constante aprimoramento dos educadores da rede. “Sou unespiano há mais de 30 anos. Saio do cargo com tristeza, pois fui eleito com 67% dos votos da comunidade, mas com a convicção de que a universidade está em seu avanço constante, norteada pela qualidade de seu ensino, pesquisa e extensão”, afirmou Voorwald.

Excelente notícia. Nada como um educador de verdade como secretário de educação. O Prof. Voorwald mostrou ser extremamente competente à frente da reitoria da UNESP. Que sua gestão como secretário da educação do estado de São Paulo seja também excelente.

Atualização em 22/1/2011:

Reportagem do jornalista Lucas de Abreu Maia, publicada no jornal O Estado de São Paulo em 21/1/2011, traz a primeira medida a ser adotada pelo novo Secretário da Educação

Secretário de Educação de SP acena com reajuste e plano de carreira – Herman Voorwald, que apresenta hoje proposta inicial, diz que vai incluir os professores nas discussões

Em uma tentativa de reaproximação com os professores do ensino público estadual, o governo paulista estuda conceder um reajuste salarial e criar um plano de carreira para os funcionários da educação. Segundo o secretário da pasta, Herman Voorwald, uma proposta inicial seria apresentada nesta sexta-feira, 21. O governo afirma que vai incluir os professores nas discussões do novo projeto. A interlocução com os professores foi um dos principais obstáculos políticos da administração do ex-governador José Serra. Em março do ano passado, pouco antes do anúncio oficial da candidatura presidencial de Serra, a Associação dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) promoveu uma greve e passeatas contra o governo estadual.

Os detalhes da nova política ainda não foram divulgados. Voorwald afirmou apenas que o plano de carreira não vai beneficiar somente os professores. “Já pedi à área de Recursos Humanos um estudo – o cronograma será entregue sexta-feira – com política salarial para os próximos quatro anos e plano de carreira”, disse ele. “É um plano para todos os servidores da educação. Não há como não reconhecer que quem faz o processo administrativo também é importante para a educação.”

O governador Geraldo Alckmin, em lançamento ontem do programa Trato na Escola, falou em “valorização salarial” para o magistério. “Escola é ter o professor motivado. Nosso compromisso é com a valorização salarial e a capacitação permanente”, afirmou.



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16 respostas

  1. Boa, principalmente pela quebra da hegemonia não da USP. mas daquela travessa campineira.

    • Oi ALLmirante,

      Independentemente da instituição de origem, o importante é que o secretário de educação seja alguém que realmente conheça o assunto e tenha competência para exercer seu cargo, como é o caso do Prof. Voorwald.

      abraço,
      Roberto

  2. Avatar de Herman Jacobus Cornelis Voorwald

    Prezado Roberto,

    É uma grande satisfação receber suas palavras de estímulo. Esteja certo de que farei por merecê-las, não poupando esforços para valorizar a educação de nosso Estado.

    Parabéns por seu trabalho voluntário de divulgação científica. Fico muito satisfeito por ver o comprometimento, com essa atividade que tanto prezo, por parte de docentes e pesquisadores que querem ir além de sua dedicação com a docência e a pesquisa.

    Desejo a você e sua família um Feliz Natal e um 2011 repleto de realizações e felicidades.

    Um grande abraço,
    Herman Jacobus Cornelis Voorwald

    • Prezado Professor Voorwald,

      Eu é que agradeço sua visita e suas palavras de estímulo.

      Também desejo tudo de muito bom neste fim de ano, e em 2011, para você e sua família.

      Grande abraço,
      Roberto

  3. A Unesp tem sido, há anos, celeiro de grandes profissionais e talentos em várias áreas. Espero, sinceramente, que o Professor Voorwald leve para a educação básica o mesmo padrão de qualidade que a Unesp promove. É claro que, se fosse simples, qualquer professor poderia ser Secretário de Educação, mas, quero crer, a chave de uma educação melhor está na formação inicial do professor, pois, a meu ver, não funciona investir em educação continuada a fim de melhorar uma base já comprometida.
    Que o Professor Voorwald tenha pleno sucesso em seu mandato, ainda mais porque, neste caso, o sucesso dele será o de todo o Estado – por gerações a fio…

  4. Parabenizo o meu admiravel ex-Professor Herman por sua indicação, realmente o trabalho será arduo. O governador eleito, mostra, ou melhor, dá sinais que realmente está olhando para a educação, com esta indicação sábia. Foi a postura do professor Heman frente a uma sala de aula, na faculdade de Engenharia de Lorena, que me fez despertar a paixão pelo magistério. Há 22 anos como professor da rede paulista, é primeira vez que realmente que posso acreditar que “o professor” será o foco. Teve que ser um Engenheiro de formação para indicar, logo na suas primeiras palavras como secretário, que sem o aperfeiçoamento e qualificação do profissional não se pode chegar à execelência. O Professor Herman, terá uma tarefa difcil, muito mais politica, em fazer com que os ganhos financeiros (a curto, medio e longo prazo) sejam condizentes a qualificação desejada. Pois qualquer profissional ao se qualificar quer o reconhecimento não só moral, mas principalmente financeiro. Condições e preparo o Professor Herman tem, condições financeiras o estado de São Paulo tem, boa vontade o governador parece estar demonstrando. Boa sorte Herman e muita garra nessa empreitada, contamos com você!!!!!!

  5. Avatar de marcia teixeira paes de oliveira

    Prezado Secretario.

    Parabéns pelos trabalhos realizado na Unesp. Espero que o senhor faça o mesmo na Educação publica de nosso estado.
    Sou sua fã.
    grata
    Márcia

  6. Grande desafio pro nosso secretário, garantir qualidade de ensino em nossas escolas publicas estaduais. Experiência na universidade publica parece ser um bom caminho. Não nos esqueçamos nossas universidades publicas são elitistas, classificatorias, exclusivas, já nossas escolas são pra TODOS “inclusivas”. Foi lançada a sorte.

  7. Essa indicação é uma notícia muito auspiciosa, sem dúvida!

    Muita sorte e sucesso para o Prof. Herman Voorwald nesse desafio!

    E uma característica – a meu ver crucial para essa empreitada – ele já demonstrou: não obstante sua posição, tem abertura e humildade suficientes para comentar nesse blog, deixando seu agradecimento.

    Só por isso, já ganhou meu respeito.

  8. Quando vejo que um engenheiro formado pelo ITA será o novo secretário da educação do estado de São Paulo fico realmente preocupada com o futuro da educação nos próximos anos. Como reitor da unesp acredito que ele tenha adquirido um bom nível de de entendimento político e administrativo. Mas e a educação de fato?
    Não quero de forma alguma dizer que um engenheiro não seja capaz de entender a complexidade do ensino fundamental, mas não sei se em sua experiência profissional, ele já se deparou com reflexões do tipo:
    Apostila é melhor que livro? (considerando todas as implicações ideológicas que essa mudança traz); Como o ensino vai contribuir com a formação cidadã dos alunos? (buscando fazer com que as crianças entendam o que é respeito; fazendo com que reflitam sobre o meio em que vivem etc.) (COMO?); Que suporte a escola precisa oferecer (sala de informática, jardim, equipamento para o professor poder trabalhar e estimular os alunos a desenvolverem sua criatividade); De que forma os familiares e a comunidade podem ser aproximados da escola; Os conteúdos didáticos nos livros são reprodutores de senso comum e de preconceitos?

    Agora, pensando no governo Alckmin: Quais são as propostas fortes do Alckmin? Aumentar um nível na progressão continuada? aumentar o número de horas de ensino na escola? Não parecem um tanto rasas?
    O que vi ao longo do governo Alckmin foi a “ampliação” da rede pública de ensino, sobretudo FATECs e Unesps, sem que houvesse um aumento proporcional de verbas. Essas duas instituições sofreram em seu governo uma terrível defasagem. E a univesp vem para tentar acobertar todo esse sucateamento das universidades públicas. (Concordo com a existência de cursos de aprimoramento de professores à distância, mas o oferecimento de cursos de graduação à distância implica no aniquilamento do “tripé” que deve formar a graduação: ensino, pesquisa e extensão).

    São muitos os pontos importantes. Mas não há sequer expectativas de que haja alguma mudança estrutural na educação do estado, afinal ninguém disse que haveria.
    O que acontecerá nos próximos 4 anos será a continuação das pequenas reformas conservadoras…

    • Cara Letícia,

      Não conheço a trajetória do Professor Voorwald em detalhes, mas como professor universitário, ele foi (e é) educador. Logo, presume-se que seus conhecimentos relacionados aos problemas de educação não sejam uma tabula rasa. Além disso, presume-se que estará sendo bem assessorado, não é mesmo?

      Quanto às perguntas que você formula, talvez teremos que esperar um pouco para termos algumas respostas. Afinal, julgar a política educacional do próximo governo, antes mesmo deste começar, tomando como base apenas políticas do passado, pode ser meio arriscado. Governos mudam, e com eles suas políticas. Quem diria que o ex-presidente Lula seguiria à risca a política econômica do governo Fernando Henrique Cardoso?

      Cordialmente,
      Roberto

  9. Prezado Senhor Dr. Herman Voorwald- Secretário da Educação,
    Fiquei muito feliz com o discurso que o Sr. proferiu na sua apresentação aos Dirigentes Regionais de Ensino e demais Autoridades na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Acredito muito no trabalho em Equipe, no Comprometimento e na Valorização do Profissional (Ser HUmano). Estou contente por nos ouvir e também lutar pela qualidade de ensino da Escola Pública. Tenho e temos -Dirigentes de Ensino- muitas idéias para trocarmos (desculpe a ousadia), mas acredito que juntos podemos mudar/transformar a Educação Paulista. Parabéns e muito sucesso no novo cargo.
    Atenciosamente,
    Nivaldo Vicente
    Dirigente Regional de Ensino
    Campinas Leste

    • Avatar de Herman Jacobus Cornelis Voorwald

      Prezados ALLmirante, Márcia, Mauro, Nivaldo, Rosangela Maria, Sibele e Ubirajara,

      Fico muito satisfeito com o reconhecimento do trabalho que não somente eu, mas todos os meus colegas de gestão, realizamos na Unesp. Na verdade, esse foi um trabalho que começou em 2005 com meu amigo e companheiro Marcos Macari, que assumiu a Reitoria naquele ano, em que tive a honra de ser seu vice-reitor. E esse avanço continua, agora com a UNESP tendo à frente esse outro grande amigo e companheiro, Julio Durigan. Se meu sucessor não fosse alguém como ele, comprometido com todos os avanços desde 2005, eu não teria condições de aceitar este novo desafio. Muito obrigado a todos.

      Com relação às observações da Letícia, esclareço que minha preocupação com o ensino já vem desde meus tempos de aluno de graduação, quando atuei como professor voluntário de cursinho da UNESP. Eram, de fato, outros tempos, em que os problemas do ensino fundamental e médio eram tais que não poderiam ser comparados aos de hoje, e isso vale para todo o mundo. E continuei e me ocupar desse tema com interesse e dedicação crescente, pois a melhoria do ensino de graduação, que é uma constante para muitos docentes universitários, tornou-se cada vez maior à medida que cresceram minhas responsabilidades na Unesp. Em outras palavras, eu não poderia ter recusado este desafio.

      Discordo respeitosamente de sua avaliação de “sucateamento”, especialmente no que se refere à UNESP. A partir de 2005, equilibramos o orçamento e as finanças, avançamos decisivamente nas contratações para recomposição dos quadros docentes e técnico-administrativo, reequipamos instalações de ensino, pesquisa, extensão e administração, reformamos dezenas de edificações e construímos tantas outras, sem falar no avanço constante de diversos indicadores e no resgate da plenitude dos processos colegiados de decisão, sem os quais não teríamos o respaldo da comunidade unespiana para tudo isso. Desculpe-me, mas isso não tem nada a ver com sucateamento.

      Abraços a todos,

      Herman Jacobus Cornelis Voorwald

  10. Acredito que este link abaixo diz muito a respeito do comportamentamento dos professores da rede pública do estado de SP. Principalmente após a fala do professor Herman sobre a urgente valorização dos profissionais que estão à frente de uma sala de aula. Existem dados do governo Norte Americano que indicam que, na década de 70, este governo investia aproximadamente U$ 4.000,00 por aluno. Nos dias atuais este investivemento está em aproximadamente em U$10.000,00, mas que o indice de aproveitamento em matemática e leitura está no mesmo patamar de 70. Mostrando que o investimento em tecnologia é valido e importante, mas se não investir no “humano”, no professor, naquele que esta à frente dos alunos, guiando-os, todo este dinheiro estará sendo colocado num “saco de lixo”. Mas esses dados são de um país rico, que talvez possa desperdiçar o erário publico. Talvez a expressão “colocar um saco de lixo” seja uma expressão dura, mas é o que se demonstra estar fazendo nesses ultimos 16 anos de governo do estado de SP. A cada governador uma nova ideia mirabolante, milagrosa. Mas resultados efetivos, os números verdadeiros, estes realmente não são mostrados. As técnicas administrativas de controlar números, usados pelos grandes banqueiros e administradores de Wall Street, também foram assimiladas e são usadas pelos pedagogos-burocratas da secretária e diretorias de ensino (talvez nas diretorias com incidencia pois são cargos “indicados”, e por que não politicos).

    Prof. Dr Herman, acredito realmente irá VER os professores de SP de maneira diferenciada.

    Segue um link bem interessante.
    http://papodeprofessor.blogspot.com/2011/03/educacao-bonus-2011.html

    • Avatar de Isaías Correia Ribas

      Sr. secretário da Educação do estado de São Paulo, seja bem vindo. Comecei neste ano (2011) como professor de filosofia para o Ensino Médio. Como brasileiro estou extremamente decepcionado com que os políticos fizeram com a educação de nossos jovens. Os jovens medievais eram mais sábios que os atuais. A progressão continuada que tem como consequência a aprovação automática têm por trás a ideologia do emburrecimento dos brasileiros e isso é crime. Por favor, só acreditarei que vossa excelência é brasileiro se acabar com essa desgraça de progressão continuada. Verdadeiros políticos brasileiros jamais cometeriam tal crime. Trabalhar é um dever de todos nós, porém, para isso não é preciso ser ignorante, operários também têm o direito de saber e não é preciso apenas aprender a fazer. http://www.filosofiaebiblia-ribas.blogspot.com

      • Prezado Ubirajara,
        Qualquer ser precisa saber. E no caso do ser humano muito mais, porque até o presente quase tudo que é ministrado tem embutido o interesse exclusivo do ministro, fruto de equívocos conjugados com má-fé. Não há escola que não queira nos remeter a Deus. Pode haver maior absurdo do que querer ensinar algo por completo improvável? E os currículos, então, cada vez mais especializados, quando então o incauto aprende tudo sobre cada vez menos, assim descartando os vetores responsáveis pela própria existência do objeto focado? Então, amigo Bira, qualquer aprendizado que se queira mais completo requer o interesse do aspirante. Todos exigem do governo. A alfabetização é prioritária; mas a leitura, não.

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