Projeto aprovado para a construção de um novo porto em Ilhéus, no Sul da Bahia, deve afetar consideravelmente um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica da Bahia, bem como a vida marinha local. Recentemente foi descoberto um grande recife de corais exatamente no local onde será construído o porto, para a construção do qual será necessária a remoção de um volume considerável de sedimento marinho. Isso porque a região não é profunda o suficiente para receber navios de grande porte. Aparentemente as questões ambientais foram minimizadas, e as conseqüências da construção do porto serão mitigadas, segundo Clóvis Torres, presidente da Bahia Mineração (Bamin).
A justificativa para a construção do porto em Ilhéus, bem como de uma ferrovia para ligar Ilhéus a Figueirópolis (sul do estado de Tocantins), é de revitalizar a economia local, muito afetada na metade no século XX, quando as fazendas de cacau da região sofreram com a infestação por fungos e nunca mais a economia local se recuperou. A construção da ferrovia e do porto fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal.
Leia a reportagem completa sobre este assunto no portal da revista eletrônica “O ECO”.
A declaração da candidata Dilma Roussef sobre a ameaça do meio ambiente ao desenvolvimento sustentável, durante a realização da COP-15 na Dinamarca, no final de 2009, foi considerado um “ato falho”. Será? Veja o vídeo aqui.
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O maior impacto da construção de portos se dá no transporte litorâneo, se este não for bem estudado pode acarretar o fim de praias ou o acúmulo de sedimentos em outras partes.
Conheço pessoas que participaram da construção do Rima e me informaram que esta obra não fazia parte do PAC. Depois de perceberem que ela teria vários problemas para ser aprovada rolou uma pressão das empresas que em um passe de mágica fizeram com que o projeto fosse englobado pelo PAC. Assim teriam mais regalias em relação a liberação da obra. Coisas de Brasil.