Ideb 2025: Nordeste lidera redes com nota máxima

Reportagem de Naty Falla na Revista EXAME


Oito redes municipais atingiram o teto do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2025 nos anos iniciais do ensino fundamental, registrando nota 10 no indicador. Mais da metade dessas cidades está concentrada entre Alagoas e Ceará, liderando um levantamento que reúne os 34 municípios com os melhores resultados de cada Unidade da Federação.

Entre os oito municípios com nota 10, a maioria já vinha de notas altas em 2023. É o caso de Santana do Mundaú (9,8), Coruripe e União dos Palmares (9,7 cada), Coreaú e Pedra Branca (9,5 cada) e Pires Ferreira, que repetiu o 10. A exceção é Catunda, que saltou de 8,3 para 10, a maior alta entre os que chegaram ao teto.

As maiores viradas do ranking

Fora do grupo de nota máxima, os saltos mais expressivos vêm de municípios que partiram de notas baixas. Novo Oriente de Minas (MG) foi de 4,7 para 9,3, quase cinco pontos de avanço, a maior alta de toda a lista. Araguainha (MT) subiu de 4,4 para 8, e Japurá (AM), também de 4,4, chegou a 7,6. Canhoba (SE) avançou de 4,9 para 7,2, e Piçarra (PA), de 5,1 para 7,4. Dois municípios do ranking tiveram queda. Custódia (PE) caiu de 8,6 para 8,4, e Ipueira (RN) recuou de 7,6 para 7,3, mostrando que, mesmo entre os melhores de cada estado, manter a nota também é desafio.

Já em relação o ensino médio, o índice mostra um país que, das 27 unidades da federação avaliadas na rede estadual, 23 aumentaram a nota em relação a 2023, três ficaram estáveis e apenas uma recuou. O Distrito Federal caiu de 3,7 para 3,6. É o único caso de queda entre todos os estados. O resultado também deixa o DF na lanterna: 3,6 é a menor nota do país em 2025, atrás inclusive de estados historicamente mais mal colocados no indicador, como Bahia e Maranhão, ambos com 3,8. Na ponta de cima, o Paraná lidera com folga, com nota 5,1, sendo a única acima de 5 pontos no país. Logo atrás vêm Goiás (5,0), Espírito Santo e Piauí, empatados em 4,9.

Aqui está a tabela apenas com as colunas UF e Ideb 2025

UF Ideb 2025
Paraná 5,1
Goiás 5,0
Espírito Santo 4,9
Piauí 4,9
Pernambuco 4,8
Ceará 4,7
Rio Grande do Sul 4,7
Minas Gerais 4,5
São Paulo 4,5
Pará 4,4
Mato Grosso 4,3
Santa Catarina 4,3
Alagoas 4,2
Mato Grosso do Sul 4,2
Paraíba 4,2
Sergipe 4,1
Tocantins 4,1
Acre 4,0
Rio Grande do Norte 4,0
Rondônia 4,0
Bahia 3,8
Maranhão 3,8
Amapá 3,7
Amazonas 3,7
Rio de Janeiro 3,7
Roraima 3,7
Distrito Federal 3,6

O caso do Piauí merece destaque à parte. O estado saiu de 3,4 em 2017 para 4,9 em 2025. Quase 1,5 ponto de avanço em quatro ciclos, uma das trajetórias mais consistentes do levantamento. Mas o salto mais expressivo de uma edição para a outra veio de dois estados que empataram na maior alta do país. Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, ambos com avanço de 0,8 ponto entre 2023 e 2025. O Rio Grande do Sul, aliás, tinha caído na edição anterior (de 4,1 para 3,9 em 2021-2023) antes de reagir agora. O Rio Grande do Norte vinha de uma tendência mais errática, oscilando entre 2,9 e 3,3 nos ciclos anteriores, até a arrancada mais recente. Minas Gerais, Santa Catarina e Paraíba também tiveram altas relevantes, de meio ponto cada, entre 2023 e 2025. Do outro lado, três estados ficaram estagnados no período: Tocantins, Rondônia e Amazonas repetiram exatamente a mesma nota de 2023 em 2025.



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